Saúde

12 mil novos casos de leucemia devem surgir por ano até 2028

Doação de medula óssea é principal esperança de pacientes que não respondem ao tratamento; saiba como se cadastrar para doar

Fevereiro, além do mês do carnaval, também é dedicado à conscientização e combate à leucemia, o câncer que afeta a medula óssea. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que mais de 12 mil casos da doença devem surgir por ano entre 2026 e 2028. O risco estimado é de 5,71 por 100 mil habitantes.

A iniciativa visa alertar a população sobre a importância crucial do diagnóstico precoce e o incentivo à doação de medula óssea, um procedimento que pode ser a única chance de cura para muitos pacientes.

A leucemia é um tipo de câncer que tem origem na medula óssea – o tecido gelatinoso localizado no interior dos ossos –, responsável pela produção das células sanguíneas. A doença afeta especificamente os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, células que atuam na defesa do organismo.

“No paciente com leucemia, a medula passa a produzir células doentes de forma descontrolada, que se multiplicam rapidamente e acabam substituindo as células saudáveis, comprometendo as funções vitais do sangue. O sucesso no tratamento da leucemia está diretamente ligado à rapidez do diagnóstico”, explica o hematologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Roberto Luiz da Silva.

Os sinais de alerta para a condição, de acordo com o especialista, incluem cansaço excessivo e fraqueza repentina, que frequentemente são causados por anemia. Outros sintomas importantes são sangramentos inexplicáveis (nas gengivas, nariz) ou o surgimento de manchas roxas e petéquias (pontos vermelhos) na pele. 

“A ocorrência de febre ou suores noturnos sem uma causa infecciosa aparente deve ser observada. A pessoa pode sentir dores nos ossos e articulações. O aumento de ínguas (gânglios linfáticos inchados) no pescoço, axilas ou virilha e a perda de peso sem dieta ou intenção são outros indicadores que merecem atenção”, comenta o médico.

Para muitos pacientes, especialmente aqueles que possuem marcadores de mau prognóstico em exames moleculares de mal prognóstico ou que não   respondem à quimioterapia ou que recidivaram após a quimioterapia, o transplante de medula óssea é uma esperança de cura. “Encontrar um doador compatível é desafiador, já que a compatibilidade ideal, entre irmãos, é rara e a busca por um doador não aparentado ainda enfrenta obstáculos como um banco de doadores que precisa ser cada vez maior”, ressalta o hematologista.

Como se tornar um doador no Brasil

O cadastro é simples e feito no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Dentre os requisitos necessários para ser doador, é preciso ter entre 18 e 35 anos no momento do cadastro e estar em bom estado geral de saúde.

O voluntário, que se encaixa nos requisitos, deve ir a um hemocentro mais próximo e coletar uma pequena amostra de sangue (cerca de 5ml). “Os dados genéticos são armazenados e cruzados com os dos pacientes à espera. Caso haja compatibilidade, o doador é acionado para dar prosseguimento ao processo de doação, que é seguro e permite a rápida regeneração da medula”, explica Silva.

Atualmente, o REDOME possui cerca de 5,9 milhões de doadores voluntários cadastrados, sendo que a população brasileira é composta por cerca de 213 milhões de habitantes, segundo o IBGE em 2025.

“É fundamental que as pessoas se informem sobre a leucemia, estejam atentas aos sinais do corpo e considerem a doação de medula óssea. Esse gesto simples pode salvar vidas e é a maior esperança para quem luta contra a doença”, conclui o hematologista.

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

No Brasil desde 1922, a São Camilo pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis. Além de hospitais, conta com Centros de Educação Infantil, Colégios e Centros Universitários. 

As Unidades Pompeia, Santana e Ipiranga fazem parte da Rede de Hospitais de São Paulo, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades e cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia, transplantes de fígado e musculoesquelético, cirurgias robótica e bariátrica. Por meio da atuação filantrópica, apoiam na manutenção das atividades de vários Hospitais administrados pela São Camilo no Brasil com atendimento ao SUS. 

A Rede de Hospital São Camilo de São Paulo possui Centro de Oncologia e de Hematologia (Transplantes de Medula Óssea) e tratamento com CAR-T-CELL. Referência em urgência e emergência conta com PS Adulto, Infantil e 60+. Possui a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional, o Selo Amigo do Idoso e as Certificações PALC e ABHH.

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Unidade Pompeia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
ACS Hospital São Camilo
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