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Concurso de Histórias do Curta Vitória a Minas IV tem inscrições prorrogadas até 30 de setembro

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Concurso de Histórias do Curta Vitória a Minas IV tem inscrições prorrogadas até 30 de setembro

As autoras e autores selecionados farão uma oficina audiovisual, gravarão as histórias e ainda vão exibir os filmes numa telona de cinema durante sessões abertas e gratuitas nas cidades.

            Quem perdeu o prazo, atenção, porque as inscrições para o Concurso de Histórias do Curta Vitória a Minas IV foram prorrogadas até 30 de setembro. Nas três primeiras edições do projeto, 35 moradores de cidades capixabas e mineiras desenvolvidas ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas realizaram o sonho de fazer um filme depois de terem histórias selecionadas para o concurso. Agora pode ser a sua vez! Acesse www.curtavitoriaaminas.com.br.

            Para se inscrever, o autor ou autora deve ter acima de 18 anos e morar em um destes 26 municípios: Santa Leopoldina, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Colatina e Baixo Guandu, no Espírito Santo, e Aimorés, Itueta, Resplendor, Conselheiro Pena, Tumiritinga, Governador Valadares, Periquito, Naque, Belo Oriente, Santana do Paraíso, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Antônio Dias, João Monlevade, Nova Era, Bela Vista de Minas, Rio Piracicaba, Santa Bárbara e Catas Altas, em Minas Gerais.

            Desde a sua primeira edição, lançada em 2014, o Curta Vitória a Minas produziu 35 ficções e documentários com roteiro, direção e produção de mineiros e capixabas de diferentes idades e profissões. A lista de selecionados inclui professores, funcionários públicos, aposentados, estudantes, produtores culturais, agente de saúde, auxiliar de serviços gerais, músico, gestor ambiental, agente de desenvolvimento rural, maçariqueiro, carpinteiro, policial, comunicadores, catadora de material reciclável, artesã, contadora, vendedor e babá.

Quem participa nunca esquece

Moradora de João Monlevade (MG), a gestora de projetos sociais Alexsandra Mara Felipe Fernandes foi uma criança tímida e calada. Na escola ouvia comentários agressivos em relação aos seus cabelos que a deixavam envergonhada e com medo de interagir com os outros. Na sala de aula mantinha a cabeça baixa, temia chamar a atenção na hora de responder à chamada e desaparecia no recreio, principalmente, se estivesse sozinha. A melhor amiga sempre era aquela que também se escondia pelos cantos.

Os ataques racistas lhe trouxeram dificuldades para estudar e aprender, levando-a a repetir algumas séries do ensino fundamental. Apesar das violências, manteve-se na escola e amava as aulas de redação. A história “Me Disseram que Sou Negra”, selecionada na terceira edição, baseada em suas memórias, traz um olhar para o passado, não como aprisionamento, mas como fortalecimento e reconhecimento, como um caminho para compreender melhor as relações e os acontecimentos.

“Ver a minha história sendo transformada em filme foi uma surpresa maravilhosa. Eu confesso que não achei que seria escolhida. O filme foi um processo que fomos construindo, assim, a cada passo, a gente acreditava mais, como se a ficha caísse aos poucos. A seleção, o curso, a filmagem, a edição. Cada fase parecia um sonho, mas estava realmente acontecendo. Através do projeto, eu aprendi a me amar ainda mais, a me colocar em primeiro lugar e a dizer sim pra mim, pra minha história, pra minha raiz, porque a minha história fez ser quem eu sou hoje”, conta Alexsandra. 

Moradora de Coronel Fabriciano (MG), a arquiteta e urbanista Ana Paula Gonçalves Pires, selecionada na terceira edição com a história “Mundaréu”, criou um conto inspirado em fatos reais para resgatar a saga vivida por sua família para desbravar o mar. Como naquela época ninguém da casa sabia como era um passeio até a praia, a notícia despertou a curiosidade, o espanto e a empolgação.

Dona Maria e os 8 filhos fariam a viagem de trem no mesmo dia em que Seu Zé Constantino sairia de Kombi com a maior parte da bagagem, os utensílios e os mantimentos necessários para a longa estadia na praia. No princípio, antes das ondas do mar, a família costumava se juntar para uma farofa animada nas lagoas da região do Parque Estadual do Rio Doce. A turma se preparava agora para conhecer as águas salgadas da Barra do Riacho, no litoral de Aracruz (ES), numa época de ondas bravias e perigosas. Imaginem o que esta turma aprontou até chegar ao litoral?!

            “Quando enviei a história e fui selecionada, não imaginava a imensidão de situações que iria viver para tornar o meu filme uma realidade. A imersão audiovisual, a construção do roteiro, o aprendizado sobre as técnicas e todo o cuidado com a produção, o estudo do figurino, a escolha das locações e dos objetos de cena, a preparação e a entrega dos atores, as falas de uma família grande, a valorização do trejeito e do companheirismo do mineiro com o outro, a edição do filme, e toda uma rede de parceiros, tudo isso contribuiu pra realização do filme. Mundaréu é um monte de gente feliz por realizar este projeto”, destaca a diretora.

Como se inscrever?

A pessoa pode enviar quantas histórias quiser, reais ou inventadas, com até 5 páginas cada uma, porém, apenas uma delas poderá ser selecionada. A temática é livre e não precisa ser relacionada à Estrada de Ferro. Pode ser um romance, uma comédia, uma aventura, um drama, uma lenda, um causo sobrenatural, um suspense, algo nascido da imaginação ou baseado em um acontecimento real, ou ainda uma memória de família. Cada história deverá ter um(a) único(a) autor(a). E não precisa ter experiência anterior na área audiovisual para se inscrever. Serão escolhidas as sete melhores histórias com base em critérios como a originalidade e o interesse gerado pela temática.

Depois de conferir o regulamento, o (a) autor (a) deve preencher o formulário de inscrição, anexar a história e cópia dos documentos (CPF, RG e comprovante de residência), via online, ou enviar em um mesmo envelope o formulário preenchido e assinado, cópia do RG, CPF e comprovante de residência através dos Correios para o endereço: Projeto Curta Vitória a Minas IV – Instituto Marlin Azul – Rua Oscar Rodrigues de Oliveira, nº 570 – Jardim da Penha – Vitória (ES) – CEP: 29.060-720.

O Curta Vitória a Minas IV quer possibilitar aos moradores das cidades que se desenvolveram ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas a oportunidade de contar histórias e transformar em filme, registrando as memórias, os costumes, os hábitos, as lendas e as peculiaridades destas localidades, contribuindo para o fortalecimento territorial e comunitário. O projeto é patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com a realização do Instituto Marlin Azul, Ministério da Cultura/Governo Federal.

O que acontece com as histórias e seus autores

Os sete selecionados se juntarão a profissionais do cinema e da televisão durante uma imersão de 15 dias para aprender como transformar sua história em filme. Serão aulas expositivas e práticas de roteiro, direção, produção, direção de fotografia, som, direção de arte, edição, finalização, mobilização comunitária e direito autoral.

Após o curso de formação, cada autor (a) voltará para a cidade de origem para organizar a pré-produção das gravações dos filmes, envolvendo a comunidade. Com tudo pronto para gravar, os autores contarão com o suporte de equipamentos de captação de imagens e de som, a orientação e a participação de uma equipe de profissionais audiovisuais, além do envolvimento de moradores em funções técnicas, artísticas e de apoio.

Na etapa da montagem, os autores vão contar com editores e finalizadores de imagem e som. Depois que as histórias virarem filmes, é hora de exibir as ficções e documentários numa telona montada em ruas e praças das cidades durante sessões abertas e gratuitas. As obras seguirão ainda para a etapa de inscrições em mostras e festivais de cinema e, ao final deste processo, serão publicadas no site do projeto (curtavitoriaaminas.com.br) para multiplicar de forma continuada o acesso aos conteúdos por novos públicos.

Conheça o histórico do projeto

            A primeira edição do Curta Vitória a Minas foi lançada em 2014 e resultou na produção das obras: “Vovó, o Trem e Eu”, de Eloisa Ribeiro, de Fundão (ES); “O Segredo de Giuzzeppe”, de Nilma Scarpati, de Ibiraçu (ES); “A Seta do Galo, o Terrível”, de Sandra Mazzega, de João Neiva (ES); “O Som do Silêncio”, de Juliana Brêda, de Colatina (ES); “O Trem do Amor”, de Vanda Berger, de Baixo Guandu (ES);“Estranha Criatura”, de Rosângela Iglesias Pereira, de Aimorés (MG); “Os Primos do Mundo”, de Leonardo Bernardino, de Resplendor (MG); “Deslizando nos Trilhos”, de Ely Moreira da Costa, de Conselheiro Pena (MG); “O Mistério do Caboclo”, de Denilson Patrício, de Tumiritinga (MG); “Contos Ferroviários”, de Everton Villaron de Souza, de Governador Valadares (MG); “Expedição Rio Doce”, de Vitor Augusto de Oliveira, de Periquito (MG); “Recortes”, de Sebastião Nascimento, de Belo Oriente (MG); “Memórias de um Casarão”, de Josias Rodrigues Figueiredo, de Antônio Dias (MG); “Triste Sina, Triste Cena”, de Maria Lenice de Oliveira Sá, de Santana do Paraíso (MG) e “A Carta”, de Márcio Firmo, de Nova Era (MG).

             Lançada em 2022, a segunda edição culminou na realização dos curtas-metragens: “Reciclando Vidas e Sonhos”, de Ana Paula Imberti, de Ibiraçu (ES); “O T-Rex e a Pedra Lascada”, de Luan Ériclis Damázio, de João Neiva (ES); “O Último Trem”, de Fabrício Bertoni, e “Colatina, a Princesa do Rock”, de Nilo Tardin, ambos de Colatina (ES); “Um Ponto Rotineiro”, de Jaslinne Pyetra, de Baixo Guandu (ES); “Lia, Entre o Rio e a Ferrovia”, de Elisângela Bello, de Aimorés (MG); “Santa Cruz”, de Rita Bordone, de Ipatinga (MG); “Um Olhar para a Maternidade”, de Patrícia Araújo, de Coronel Fabriciano (MG); “Holerite”, de Ademir de Sena, de Naque (MG); e “Bicicleta Envenenada”, de Luciene Crepalde, de Nova Era (MG).

            O ano de 2023 abriu caminho para o lançamento da terceira edição do projeto. Os curtas-metragens produzidos desta vez foram: “As Cercas”, de Otávio Luiz Gusso Maioli, de Ibiraçu (ES); “A Casa Sinistra”, de Marisa de Almeida Silva, de Colatina (ES); “Um Rio de Histórias”, de Márcia Cristina Cândido Cruz, de Conselheiro Pena (MG); “Escasso”, de Pedro Vinícius Siqueira Batista, de Governador Valadares (MG); “A Velha do Rio”, de Levi Braga de Souza, de Governador Valadares (MG); “Boi Balaio”, de Mauro dos Santos Júnior, de Belo Oriente (MG); “O Pássaro”, de Luzia de Resende Mendes, de Ipatinga (MG); “Mundaréu”, de Ana Paula Gonçalves Pires, de Coronel Fabriciano (MG); “Revelações de Carnaval”, de Sandra Maura Coelho, de Nova Era (MG); e “Me Disseram que Sou Negra”, de Alexsandra Mara Felipe Fernandes, de João Monlevade (MG). Os filmes da primeira e da segunda edições podem ser vistos através do site curtavitoriaaminas.com.br

SERVIÇO

Concurso de Histórias que Viram Filmes do Curta Vitória a Minas IV

Inscrições: Prorrogadas até 30 de setembro de 2025

Como se inscrever: www.curtavitoriaaminas.com.br

Quem pode participar: Moradores acima de 18 anos de: Santa Leopoldina (ES), Fundão (ES), Ibiraçu (ES), João Neiva (ES), Colatina (ES), Baixo Guandu (ES), Aimorés (MG), Itueta (MG), Resplendor (MG), Conselheiro Pena (MG), Tumiritinga (MG), Governador Valadares (MG), Periquito (MG), Belo Oriente (MG), Naque (MG), Santana do Paraíso (MG), Ipatinga (MG), Coronel Fabriciano (MG), Timóteo (MG), Antônio Dias (MG), João Monlevade (MG), Nova Era (MG), Bela Vista de Minas (MG), Rio Piracicaba (MG), Santa Bárbara (MG) e Catas Altas (MG).

Como esclarecer dúvidas: através do email: producao@curtavitoriaaminas.com.br e do telefone (27) 99872-3521.

Mais informações                                                          

Simony Leite Siqueira 

Assessoria de Comunicação do Instituto Marlin Azul

Telefone: (27) 99695-7093 | 3327-6999

E-mail: imprensa@imazul.org

Site Curta Vitória a Minas: www.curtavitoriaaminas.com.br

Site IMA: www.institutomarlinazul.org.br

Redes sociais: @institutomarlinazul  

Vitória, 16 de setembro de 2025.

Um
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