Acesso do brasileiro ao mercado de crédito imobiliário nos EUA é ampliado com investimentos de baixo valor

Acesso do brasileiro ao mercado de crédito imobiliário nos EUA é ampliado com investimentos de baixo valor
Novas estruturas de private credit permitem aportes a partir de R$ 5 mil em operações atadas a imóveis comerciais
O acesso ao mercado de crédito para o setor imobiliário nos Estados Unidos, tradicionalmente restrito a investidores qualificados e grandes fundos, começa a passar por um processo de democratização que permite aportes a partir de R$5 mil. A combinação entre estruturas financeiras mais sofisticadas, plataformas reguladas e ativos ligados a imóveis comerciais, tem ampliado a participação de investidores estrangeiros interessados em renda previsível e exposição ao mercado americano, sem a necessidade de aquisição direta de propriedades.
Esse movimento está ligado ao avanço do private credit imobiliário, modalidade em que o investidor participa do financiamento de projetos ou ativos já operacionais, recebendo retorno baseado em juros e com garantias reais. Diferentemente da compra de imóveis, o foco está no crédito, não na valorização especulativa do ativo, o que reduz a instabilidade e aumenta a previsibilidade do fluxo de caixa.
Segundo Manoela Arashiro, especialista em investimentos internacionais e produtos estruturados, a inovação nas estruturas financeiras foi essencial para ampliar o acesso. “O que antes exigia investimentos milionários e transferência de recursos para o exterior hoje pode ser estruturado na forma de fundos brasileiros, permitindo que investidores com aportes a partir de R$ 5 mil tenham acesso a essas operações”, afirma.
Na avaliação da executiva, a chave para a democratização do investimento em financiamento imobiliário nos EUA está na combinação entre governança, garantias claras e estrutura jurídica adequada. “Estamos falando de operações de crédito com garantias reais de imóveis que geram renda . Isso permite reduzir risco e oferecer retorno estável, mesmo para investidores que estão começando”, explica Manoela.
Outro fator relevante é a atratividade do mercado imobiliário comercial americano, que conta com marcos regulatórios consolidados, previsibilidade jurídica e ampla demanda por financiamento fora do sistema bancário tradicional. “Nos Estados Unidos, o modelo financeiro privado para real estate é um mercado maduro. Ao estruturar essas operações de forma acessível, conseguimos conectar o investidor brasileiro a um segmento sólido e historicamente resistente”, diz a especialista.
A possibilidade de entrada com valores reduzidos também contribui para a diversificação de portfólio, especialmente em um cenário de busca por proteção cambial e renda em moeda forte. “Não se trata apenas de investir no exterior, mas de acessar uma classe de ativos que gera fluxo recorrente, com risco controlado e lastro imobiliário”, conclui Manoela.
Sobre Manoela Arashiro: Especialista em investimentos internacionais e produtos estruturados, com quase 30 anos de carreira. Iniciou sua trajetória no Banco Garantia, embrião da 3G, e passou por instituições como Credit Suisse, Merrill Lynch e Salomon Smith Barney, liderando operações de M&A, captações internacionais e IPOs de grandes empresas brasileiras. Desde 2016 é Managing Director da Confidas no Brasil e fundadora da Confidas Management, nas Ilhas Cayman, além de integrar a direção da Confidas Capital SPC e da Dwight International SPC. Atua com private credit para real estate comercial nos Estados Unidos, estruturando notas e operações lastreadas em imóveis com risco reduzido e retorno estável.
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