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Golpes financeiros no carnaval exigem atenção redobrada dos foliões

Furto de celulares, fraudes em pagamentos e golpes via Pix se intensificam durante a folia e exigem cuidados simples para evitar prejuízos financeiros

O carnaval muda a rotina das cidades, multiplica os encontros nas ruas e transforma o celular em item indispensável para pagar contas, chamar transporte e registrar os momentos. É nesse ambiente de distração e pressa, que golpes financeiros se tornam mais frequentes e atingem, principalmente, quem não está atento a procedimentos básicos de segurança.

Entre as práticas mais comuns estão as fraudes em maquininhas de cartão, usadas por vendedores informais ou ambulantes. “O valor digitado pode ser maior do que o combinado ou a transação pode ser duplicada sem que a pessoa perceba. Em locais cheios, a conferência do visor acaba sendo deixada de lado e isso facilita o prejuízo”, revela a educadora financeira Adriana Ricci.

O furto de celulares também representa um risco imediato. Com o aparelho desbloqueado ou protegido por senhas simples, criminosos conseguem acessar aplicativos bancários e realizar transferências, pagamentos e até pedidos de crédito em pouco tempo. O golpe costuma ser rápido e, quando a vítima percebe, o dinheiro já saiu da conta.

“Links falsos enviados por mensagens se espalham durante o período, muitas vezes disfarçados de promoções de festas, blocos ou avisos de compras suspeitas. Ao clicar, o usuário acaba informando dados pessoais e bancários em páginas que parecem sites oficiais”, alerta Ricci.

Outro golpe recorrente envolve transferências via Pix. O criminoso envia um valor pequeno, entra em contato alegando engano e pede a devolução para outra conta. Após o novo envio, o golpista solicita o estorno da transferência original junto ao banco, causando perda financeira para quem acreditou na história.

A educadora financeira também chama a atenção para os pagamentos por aproximação exigem bastante cuidado, pois cartões mantidos próximos ao corpo, sem proteção ou limites configurados, podem ser usados indevidamente em ambientes de grande aglomeração, sem que o dono perceba no momento.

“Durante o carnaval, as pessoas ficam mais relaxadas e menos atentas a detalhes simples, como conferir valores ou proteger o celular, e isso abre espaço para golpes que poderiam ser evitados com pequenas atitudes. Usar Pasta Segura no celular para os aplicativos de banco, limitar o valor do Pix, usar biometria e desconfiar de pedidos urgentes já reduz bastante o risco”, alerta a especialista em mercado financeiro com mais de 20 anos de atuação.

Outras recomendações da especialista são evitar guardar senhas no celular, ativar autenticação em dois fatores, acompanhar notificações bancárias em tempo real e agir rapidamente ao identificar qualquer movimentação estranha. “Em caso de suspeita, o contato imediato com o banco e o registro de ocorrência ajudam a bloquear danos maiores e aumentam as chances de recuperação”, finaliza.

Sobre a especialista: Adriana Ricci é especialista em investimentos e tem 25 anos de atuação no mercado financeiro. É fundadora, gestora e head de Operações da SHS Investimentos, empresa que atua no mercado financeiro desde 2008 e atua em São José dos Campos, SP. 

Possui certificações pela Ancord como Assessora de Investimentos, pela Anbima no PQO, Programa de Qualificação Operacional da Bolsa de Valores, e CPA-20, e pela Febraban, a FBB-100. Bacharel em Administração e Financista, pós-graduada com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV.

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