Saúde

Chegada do outono e transição climática elevam alerta para doenças respiratórias, adverte especialista da UniCesumar

Com a queda das temperaturas e o ar mais seco, pneumologista detalha como a poluição urbana e ambientes fechados criam cenário ideal para a disseminação de vírus e o agravamento de crises de asma, rinite e DPOC

A chegada do outono, marcada pela gradual queda nas temperaturas, representa mais do que uma simples mudança de estação. Ela inaugura um período crítico para a saúde pública, potencializado pelos desafios da transição climática e pela poluição nos grandes centros urbanos. A combinação de ar frio, clima seco e a maior permanência em ambientes fechados aumenta exponencialmente a incidência de infecções como gripe e Covid-19, além de agravar doenças crônicas como asma, rinite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

“O outono cria uma ‘tempestade perfeita’ para as doenças respiratórias. A queda de temperatura e o ar mais seco fragilizam nossas defesas naturais, enquanto a tendência de nos reunirmos em ambientes fechados transforma escritórios, escolas e o transporte público em centros de disseminação de vírus. É um desafio sazonal que exige atenção redobrada, pois a barreira protetora das nossas vias aéreas fica naturalmente mais vulnerável”, explica Karina Slemer, pneumologista e professora do curso de Medicina da UniCesumar.

O cenário se torna mais complexo com a inversão térmica, fenômeno comum nesta época do ano, que concentra poluentes no ar que respiramos, afetando diretamente a saúde de todos, especialmente crianças e idosos. Segundo a especialista, é fundamental entender a união desses fatores para se proteger de forma eficaz.

O inimigo invisível: ar seco e poluição

O ar mais seco do outono resseca a mucosa do nariz e da garganta, prejudicando o principal mecanismo de filtragem do sistema respiratório. Com essa barreira enfraquecida, vírus e bactérias encontram um caminho livre para se instalar. Quando somado à poluição e à inversão térmica, o impacto é ainda maior, causando irritação, agravando quadros de asma e aumentando o risco de hospitalizações.

As doenças mais comuns na estação, resfriado, gripe (Influenza) e Covid-19, apresentam sintomas que podem ser confundidos. Enquanto o resfriado costuma ser mais leve, com coriza e espirros, a gripe tem um início abrupto, com febre alta e dores no corpo. Já o Coronavírus, por sua vez, pode variar amplamente e sintomas como a perda de olfato ou paladar são diferenciais importantes. Em caso de dúvida, a testagem laboratorial é indispensável para o diagnóstico correto.

“Pacientes com doenças crônicas, como asma e DPOC, sentem o impacto das mudanças climáticas de forma mais intensa. Para eles, o ar frio não é apenas desconfortável, é um gatilho para a inflamação dos brônquios. Além disso, uma simples gripe pode ser o estopim para uma crise grave. Crianças e idosos também estão no grupo de maior risco, pois seus sistemas imunológicos são, respectivamente, imaturos e mais fragilizados”, alerta a acadêmica da UniCesumar.

Prevenção começa em casa

Melhorar a qualidade do ar em ambientes internos é uma das medidas mais eficazes para mitigar os riscos. A especialista recomenda ações simples e de grande impacto:

  • Ventilação é prioridade: abrir as janelas diariamente para renovar o ar, mesmo por poucos minutos, é mais eficaz do que muitos purificadores.
  • Controle da umidade: o uso de umidificadores pode aliviar o ressecamento das vias aéreas, mas deve ser feito com moderação para não criar um ambiente propício ao mofo.
  • Limpeza constante: manter a casa limpa e livre de poeira e fumaça de cigarro reduz a quantidade de partículas irritantes no ar.
  • Vacinação e higiene: manter o calendário vacinal contra a gripe e a Covid-19 atualizado é a principal ferramenta para prevenir casos graves. A higiene frequente das mãos e o uso de máscaras em locais fechados e de grande circulação, como transporte público, continuam sendo altamente recomendados.

Sobre a UniCesumar

Com 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de mais de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com mais de 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

Deixe um comentário