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Faiscadores de Rio Doce (MG) escolhem o Centro Rosa Fortini como Assessoria Técnica Independente

A comunidade tradicional de faiscadores e faiscadoras de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó, em Minas Gerais, realizou no dia 22 de março, uma Assembleia Geral para a validação e escolha da Assessoria Técnica Independente (ATI), entidade legitimada pelo grupo para suporte técnico da comunidade. O encontro, realizado na Quadra Esportiva do município de Rio Doce (MG), reuniu mais de 1.300 participantes e resultou na escolha do Centro Alternativo de Formação Popular Rosa Fortini, com o apoio de 99% dos presentes.

Para Suelen Gonçalves, coordenadora de Povos e Comunidades Tradicionais da Gerência Extraordinária do Rio Doce da Anater, a escolha representa um marco para os faiscadores e faiscadoras. “A escolha do Rosa Fortini pela comunidade foi um processo construído com base na escuta ativa e na consulta prévia, livre e informada, garantindo que as vozes dos faiscadores e faiscadoras de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó fossem ouvidas em 15 reuniões territoriais”.

Suelen explicou que validar uma ATI com a legitimidade do grupo, como foi feito naquele território, “é essencial para assegurar que os direitos desses povos tradicionais sejam respeitados e que eles tenham o suporte técnico necessário para acompanhar e fortalecer sua participação no novo acordo. A assembleia geral serviu como uma demonstração de força e organização das comunidades tradicionais atingidas”.

Consulta prévia, livre e informada
Mais de 15 reuniões com 600 pessoas foram realizadas antes da Assembleia; encontros com Comissões e Lideranças locais, bem como divulgação nas zonas urbana e rural para explicar o processo de escolha e qual o trabalho das ATIs dos Tradicionais.

O processo foi conduzido pelo coordenador da Gerex de Mariana, Marcos Nunes, e por André Lourenço, assessor da unidade regional, com apoio da Gerex do Rio Doce da Anater. A Anater é a executora das ações coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) no Novo Acordo para a Reparação do Rio Doce.

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