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Duda Lima defende regra para IA nas eleições de 2026 e convoca jovens a ingressarem na Política e no setor público

Nos Estados Unidos

Marqueteiro e estrategista do PL palestrou na Brazil Conference, no Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, nesse sábado (28/3); à Imprensa, após painel, Duda alertou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem mais a “atividade cognitiva de antes”

Durante participação na Brazil Conference, realizada na Harvard University e na Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, nos Estados Unidos, neste fim de semana, Duda Lima defendeu a regulamentação da Inteligência Artificial (IA) nas eleições de 2026 e fez um apelo direto a jovens brasileiros no exterior para que participem da Política e do setor público. Ao lado de Felipe Nunes, da Quaest, e da psicóloga Iracema Rezende, o marqueteiro e estrategista político comandou, no sábado (29/3), o painel “Eleições 2026, Marketing Político e Pesquisas de Opinião: Como o Brasil se vê e como nós vemos o Brasil”.

Ao abordar o impacto das novas tecnologias no comportamento do eleitor, Duda destacou que a IA já exerce influência concreta no processo democrático e que, sem regras claras, fiscalização e sanções severas, seu uso deliberado pode comprometer a confiança nas eleições de 2026 e ampliar riscos de desinformação. 

Segundo o especialista, que tem mais de 25 anos de atuação em Marketing Político, o avanço de tais ferramentas exige resposta institucional rápida e atualização das regras eleitorais: 

“Estamos diante de uma tecnologia poderosa, capaz de influenciar a opinião pública em larga escala. É fundamental estabelecer limites para garantir um pleito seguro, sem distorções que comprometam a formação de opinião e a tomada de decisão do eleitor”, ponderou. 

O estrategista ainda convocou estudantes e pesquisadores brasileiros presentes no evento a ingressarem na Política. Em tom direto, Duda incentivou o retorno dos jovens educandos ao Brasil e o engajamento na vida pública, em defesa de renovação política baseada em qualificação e conhecimento técnico:

“Vocês estão entre as mentes mais privilegiadas do mundo. Participem da elaboração das políticas públicas no Brasil. Participem da Política. Mesmo que não queiram ser candidatos, estejam ao lado de quem decide ser”, declarou o marqueteiro, reconhecido por sua atuação na Estratégia da Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) e por suas passagens na campanha do então presidente da República Jair Bolsonaro (PL), em 2022, e na reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo – o maior colégio eleitoral da América Latina -, em 2024.

Logo após sua participação no painel “Eleições 2026, Marketing Político e Pesquisas de Opinião: Como o Brasil se vê e como nós vemos o Brasil”, Duda teceu comentários sobre o cenário político atual e afirmou que pesquisas qualitativas revelam a percepção de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não tem mais a atividade cognitiva de antes”.

O estrategista também avaliou que as eleições presidenciais de 2026 serão novamente polarizadas, a exemplo do que ocorreu em 2022. Para ele, não há, desta forma, espaço para a viabilização de uma terceira via:

“A eleição será entre Flávio Bolsonaro (PL) – hoje, senador da República e pré-candidato à Presidência – pelo campo da Direita, e o presidente Lula, que vem para a reeleição pela Esquerda. De toda forma, não será um pleito fácil. Mas considero que há um desgaste na imagem de Lula, que tende a atrapalha-lo. Já existe a percepção de que ele não é mais o mesmo – as pesquisas já indicam isso. A capacidade cognitiva, inclusive, já começa a ser questionada”, complementou.

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