AngloGold Ashanti registra fluxo de caixa livre recorde de US$ 1,2 bilhão no 1º trimestre e eleva produção no Brasil em 16%
Forte desempenho operacional em Minas Gerais e valorização do metal triplicam geração de caixa da companhia
A AngloGold Ashanti, uma das maiores produtoras de ouro do mundo, registrou produção global de 724 mil onças no primeiro trimestre de 2026 (1T26), uma alta de 1% em relação às 720 mil onças do mesmo período de 2025. A divisão latino-americana da empresa, com operações no Brasil e Argentina, destacou-se com uma produção de 117 mil onças. O resultado foi impulsionado pelo sólido desempenho da unidade brasileira, que registrou 67 mil onças e um crescimento de 16%. Os resultados foram divulgados na última sexta-feira (08/05), em Londres.
A empresa registrou fluxo de caixa livre recorde de US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2026, quase o triplo do valor obtido no mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela manutenção do alto preço do ouro e pelo desempenho operacional estável da maior parte dos ativos da companhia. O fluxo de caixa livre da mineradora cresceu 190% na comparação anual, passando de US$ 403 milhões no primeiro trimestre de 2025 para US$ 1,169 bilhão neste ano. Já o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais avançou 136%, alcançando US$ 1,7 bilhão.
O Ebitda ajustado, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou US$ 2,3 bilhões no período, alta de 130% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O lucro líquido também apresentou forte crescimento, subindo 187% e atingindo US$ 1,3 bilhão.
Segundo o CEO da companhia, Alberto Calderón, a estratégia segue concentrada na eficiência operacional e no controle de custos. “Nosso foco continua sendo controlar o que podemos controlar: gerenciar os custos operacionais e garantir resultados operacionais seguros e previsíveis. Isso nos permitiu, mais uma vez, gerar fluxo de caixa livre recorde e retornos de caixa para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que impulsionamos nossos projetos de crescimento orgânico”, afirma o executivo.
Números no Brasil e Argentina
A AngloGold Ashanti iniciou o ano de 2026 com resultados operacionais robustos em suas unidades na América Latina. De acordo com o balanço do 1T26, as operações combinadas do Brasil e da Argentina totalizaram uma produção de 117 mil onças de ouro.
O grande destaque do período foi a operação brasileira, sediada em Minas Gerais, que registrou a produção de 67 mil onças. O volume representa uma alta de 16% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo aumento da produtividade nas frentes subterrâneas do Complexo Cuiabá.
“O coração das operações no Brasil continua sendo a Operação Cuiabá, que compreende as minas subterrâneas de Cuiabá (Sabará) e Lamego (Sabará/Caeté). Toda a produção converge para a planta metalúrgica do Queiroz, em Nova Lima, onde o minério passa pelas etapas finais de beneficiamento e fundição”, explica o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luís Lima.
Atualmente, Cuiabá detém o título de maior mina subterrânea do país e é o ponto mais profundo do território brasileiro, com galerias que chegam a 1.600 metros abaixo da superfície. No entanto, o potencial de expansão pode ir além pois sondagens geológicas recentes confirmaram a presença de ouro em profundidades superiores a 2.400 metros, abrindo caminho para futuros investimentos em infraestrutura e extensão da vida útil da mina.
Do lado argentino, a unidade de Cerro Vanguardia também apresentou números positivos. A planta produziu 50 mil onças de ouro nos três primeiros meses do ano, uma evolução de 6% frente ao mesmo intervalo de 2025. O crescimento reflete a estabilidade operacional e a eficiência na gestão dos ativos na província de Santa Cruz.
Destaques do 1º trimestre de 2026
Primeira autobetoneira elétrica do Brasil em mina subterrânea
A AngloGold Ashanti iniciou, em Minas Gerais, os testes da primeira autobetoneira elétrica do Brasil em operação subterrânea. O equipamento, desenvolvido pela Normet, começou a operar na Mina Cuiabá e integra a estratégia de descarbonização da companhia. Sem emissão de gases no subsolo, a tecnologia melhora a qualidade do ar, reduz ruídos e pode diminuir em até 4°C a temperatura em algumas frentes de trabalho. A meta da mineradora é concluir a eletrificação dessa categoria de frota até 2027.
Anúncio de R$ 30 milhões em investimentos sociais
O Instituto AngloGold Ashanti, que completou um ano de atuação em 2026, anunciou investimento de R$ 30 milhões em projetos sociais no Brasil neste ano, mais que o dobro dos R$ 13 milhões destinados em 2025. Os recursos serão aplicados em cerca de 70 iniciativas nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, meio ambiente e geração de renda em municípios mineiros onde a companhia atua.
Sobre a AngloGold Ashanti
A produtora de ouro AngloGold Ashanti é a indústria mais longeva do Brasil, com 191 anos de atuação no país. A empresa possui minas e plantas metalúrgicas e de beneficiamento em Minas Gerais. Com mais de 6.300 empregados diretos e indiretos, as operações brasileiras estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia, com foco em segurança e na prática de uma mineração responsável e de menor impacto possível ao meio ambiente.
A AngloGold Ashanti é a única empresa no país a integrar todas as etapas de produção de ouro, da pesquisa mineral, lavra e beneficiamento até a fundição e refino do ouro em barras. O grupo AngloGold Ashanti tem sede em Londres, no Reino Unido, e atuação em 10 países, na África, Américas e Austrália. Empresa de capital aberto, suas ações são negociadas nas Bolsas de Valores de Nova Iorque (Estados Unidos), Joanesburgo (África do Sul) e Gana.

