Agro

Cafeicultores celebram 149% de aumento na produtividade com ATeG em Eugenópolis 

Na propriedade da família Dias, em Eugenópolis, o café representa muito mais do que produção agrícola. É sinônimo de  legado e união familiar. Com o apoio do Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG Café+Forte, do Sistema Faemg Senar, a família encontrou não apenas caminhos para aumentar a produtividade da lavoura, que hoje tem a média 49 sacas por hectare, mas também a segurança necessária para fortalecer a sucessão familiar no campo.

A relação da família com a cafeicultura começou com o patriarca Gil Dias e foi passada aos filhos, João Paulo de 25 anos e Marcos Henrique de 20. 

“Meu pai sempre trabalhou com café. Nós crescemos nesse ambiente e aprendemos a gostar da atividade”, conta João Paulo, que assumiu maior protagonismo na propriedade após o afastamento do pai por questões de saúde.

Quando o ATeG chegou à propriedade, um dos principais desafios  era elevar a produtividade da lavoura. Segundo a técnica de campo Érika Leite, a família tinha receio de utilizar defensivos agrícolas e, por isso, deixava de adotar práticas importantes para o desenvolvimento da produção. 

Com orientação técnica e acompanhamento constante, a confiança foi construída gradualmente, permitindo a implementação de novas tecnologias e manejos mais eficientes.

Os resultados foram expressivos. Antes do programa, a propriedade cultivava cerca de seis hectares e enfrentava forte bienalidade na produção: em um ano alcançava aproximadamente 200 sacas e, no seguinte, caía para cerca de 80 sacas. Com a assistência técnica e gerencial, a família ampliou a área cultivada, adquiriu mais 1,2 hectare vizinho, renovou talhões e passou a adotar práticas estratégicas, como a poda do cafeeiro.

A transformação refletiu diretamente na produtividade. Na safra 2024/2025, a produção chegou a 298 sacas, com média mantendo estabilidade produtiva nos últimos três anos. “O produtor está muito satisfeito porque hoje consegue manter a lavoura produtiva e organizada”, ressalta Érika.

Para João Paulo, o acompanhamento técnico foi decisivo para o crescimento da propriedade e para a permanência da família no campo. “Com o apoio do ATeG conseguimos comprar mais terra, dobrar a quantidade de plantas e aumentar muito a produção. Hoje enxergamos possibilidades de crescer ainda mais”, afirma.

O avanço da produtividade trouxe impactos diretos na qualidade de vida da família. O aumento da renda permitiu reformas na casa, aquisição de equipamentos para a lavoura, compra de veículos e mais segurança para investir no futuro da atividade.

Agora, os planos seguem voltados para a expansão“Queremos seguir o projeto da técnica, comprar mais terra e aumentar ainda mais as lavouras”, projeta João.

Deixe um comentário