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Fórum Empresas com Refugiados completa cinco anos ampliando a inclusão produtiva de pessoas refugiadas

Fórum Empresas com Refugiados completa cinco anos ampliando a inclusão produtiva de pessoas refugia
ACNUR - Agência da ONU para Refugiados

Fórum Empresas com Refugiados completa cinco anos ampliando a inclusão produtiva de pessoas refugiadas

Iniciativa criada por ACNUR e Pacto Global da ONU no Brasil reúne 160 empresas e facilitou cerca de 17 mil contratações

O venezuelano Ramón Ribeiro é marceneiro na Mão Colorida, empresa de arquitetura de varejo de Curitiba que faz parte do Fórum Empresas com Refugiados. Créditos: Ecomunica

Fórum Empresas com Refugiados completa cinco anos de atuação consolidando o engajamento do setor privado à inclusão de pessoas refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. A iniciativa criada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil reúne empresas e organizações do setor privado comprometidas com a inclusão produtiva, a diversidade e a promoção de oportunidades para pessoas que foram forçadas a deixar seus países de origem devido a conflitos, perseguições ou violações de direitos humanos.

Ao longo desse período, o Fórum se estruturou como um espaço de troca de experiências, disseminação de boas práticas e construção conjunta de soluções para apoiar empresas em processos de recrutamento, contratação, integração e retenção de pessoas refugiadas no mercado de trabalho formal. A iniciativa também atua na sensibilização de lideranças e equipes, contribuindo para que a inclusão aconteça de forma estruturada e sustentável dentro das empresas.

Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o fórum apoia o setor privado na adoção de práticas conectadas à agenda ESG por meio de capacitação, compartilhamento de boas práticas e articulação regionais. Em 2025, a rede registrou crescimento de 15% no número de integrantes, atualmente conta com 160 membros, e passou a contar com hubs no Amazonas, Paraná e Rio Grande do Sul. 

“A inclusão de pessoas refugiadas no mercado de trabalho formal é o que permite que elas deixem uma situação de vulnerabilidade e passem a construir uma vida com autonomia e perspectivas de crescimento, tanto para si quanto para a família” declara Davide Torzilli, Representante do ACNUR no Brasil.

Impacto na empregabilidade e no desenvolvimento profissional

Os dados do último Monitoramento Anual do Fórum mostram o avanço da inclusão produtiva de pessoas refugiadas por meio das empresas participantes da iniciativa. Juntas, elas somam cerca de 17 mil contratações, um aumento de cerca de 41% em relação a 2024, indicando o fortalecimento do papel do setor privado na inclusão econômica dessa população.

A admissão ocorre majoritariamente por meio do emprego formal: 98% das contratações são realizadas em regime CLT, e 86% das empresas participantes já contrataram pessoas refugiadas. Os dados também mostram avanços no desenvolvimento profissional, 43% das empresas que participaram da pesquisa possuem pessoas refugiadas em cargos de liderança.

“Ao longo desses cinco anos, o Fórum se tornou um modelo de inclusão produtiva que vem inspirando iniciativas semelhantes ao redor do mundo, demonstrando a importância da aliança entre diferentes setores na promoção de soluções sustentáveis para a inclusão de pessoas refugiadas”, explica Guilherme Xavier, diretor executivo do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

Além do impacto social, as empresas participantes também relatam benefícios para o negócio, como aumento de engajamento das equipes, inovação, produtividade e retenção de profissionais. O relatório também mostra que empresas que participam do Fórum registram aumento médio de 62% nas contratações de profissionais refugiados após a adesão à iniciativa.

“Ao longo desses cinco anos, vimos cada vez mais empresas compreenderem que a inclusão de pessoas refugiadas também é uma estratégia de desenvolvimento sustentável, que gera impacto positivo para as empresas e para a sociedade. É um ganha-ganha.”, afirma Torzilli.

Capacitação, sensibilização e engajamento empresarial

Além de apoiar a empregabilidade, o Fórum também atua na capacitação e na sensibilização do setor privado. Somente no último ano, foram realizadas 19 treinamentos, workshops e eventos temáticos, além do Encontro Anual do Fórum, que reúne empresas, organizações, especialistas e profissionais refugiados para compartilhar experiências e discutir caminhos para fortalecer a inclusão dessa população no mercado de trabalho.

No mesmo período, quase 2 mil pessoas refugiadas participaram de ações de capacitação promovidas pelas empresas, incluindo oficinas, cursos profissionalizantes e de português, contribuindo para melhorar a qualificação profissional e ampliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho brasileiro. 

Além disso, o Fórum mantém uma plataforma que conecta contratantes e organizações que apoiam candidatos refugiados e migrantes, facilitando o acesso a oportunidades e apoiando processos de recrutamento.

Desde a sua criação, a iniciativa também passou a atuar de forma mais próxima em diferentes regiões do país, com a criação de hubs regionais e o fortalecimento de parcerias com empresas, organizações da sociedade civil e outras iniciativas voltadas à inclusão produtiva. Esse trabalho conjunto tem contribuído para consolidar o tema do refúgio como uma agenda estruturada dentro do setor empresarial brasileiro.

“O que vemos ao longo desses cinco anos é que, quando as empresas se engajam de forma estruturada, o impacto é efetivo e duradouro. A expectativa é que o Fórum continue crescendo e envolvendo o setor privado cada vez mais nessa agenda”, conclui Xavier.

O venezuelano Ramón Ribeiro é marceneiro na empresa Mão Colorida, empresa de arquitetura de varejo de Curitiba que faz parte do Fórum Empresas com Refugiados
A empresa JSL promove a contratação e formação de refugiados por meio do Programa Conectando Fronteiras
Encontro Anual do Fórum Empresas com Refugiados é uma oportunidade para trocas de experiências entre profissionais das empresas engajadas ao tema e pessoas refugiadas

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ACNUR

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