Polícia

Empresário é indiciado em inquérito que apurou fraude em vistos americanos

Por ASCOM-PCMG 22/06/2026  12h54

Divulgação/PCMG

As investigações envolvendo a oferta de serviços para obtenção de vistos americanos, em Belo Horizonte, resultaram no indiciamento de um empresário, de 37 anos, pelo crime de estelionato. O inquérito foi conduzido pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), após denúncias de duas vítimas.

Além do indiciamento, a polícia representou ao Poder Judiciário pela aplicação de medida cautelar requerendo a suspensão temporária das atividades econômicas da empresa investigada e o afastamento do suspeito de sua administração, tendo em vista as provas levantadas referentes à utilização da estrutura empresarial para a prática do delito apurado.

Estelionato

Conforme apurado, o investigado, identificado como sócio-administrador de uma empresa especializada em assessoria consular, teria induzido as vítimas em erro ao prometer a obtenção de vistos para ingresso nos Estados Unidos. Os pagamentos pelos serviços foram efetuados por meio de transferências bancárias, direcionadas para uma conta empresarial vinculada ao empreendimento.

Segundo apurado, duas vítimas teriam transferido R$ 2.974, após receberem informações sobre supostos agendamentos de entrevistas consulares na embaixada dos Estados Unidos. Ambas tinham a intenção de obter a permissão necessária para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol.

Confiando nas informações prestadas pelo investigado, as vítimas chegaram a se deslocar até Brasília para a suposta entrevista consular. Contudo, ao comparecerem ao local indicado, constataram que não havia agendamentos previstos em seus nomes.

Levantamentos policiais

Durante a investigação, os policiais analisaram comprovantes bancários, documentos empresariais, mensagens trocadas por aplicativos de conversa e demais elementos informativos que demonstraram a existência das negociações, dos pagamentos e da participação direta do investigado na condução dos procedimentos.

Com base nesses levantamentos, a PCMG apurou que a estrutura empresarial teria sido utilizada para conferir aparência de legalidade às negociações, incluindo apresentação de CNPJ ativo, dados bancários empresariais e informações relativas a supostos procedimentos consulares.

As investigações foram coordenadas pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, na capital, sendo o inquérito encaminhado à Justiça para análise e adoção das providências judiciais cabíveis.