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Arquétipos de personalidade conquistam usuários de aplicativos de namoro

Solteiros recorrem a rótulos comportamentais para entender melhor a compatibilidade e a dinâmica amorosa antes do primeiro encontro

A Geração Z encontrou uma nova forma de usar os aplicativos de namoro. Segundo uma pesquisa da QuackQuack, arquétipos de personalidade como “Energia de Golden Retriever” e “Energia de Gato Preto” têm ganhado espaço como critério de escolha nos relacionamentos. O levantamento, realizado com 10.384 usuários da Geração Z e Millennials, mostra que seis em cada dez pessoas utilizam esses rótulos para avaliar a compatibilidade com potenciais parceiros.

A chamada energia Golden Retriever costuma estar associada a pessoas calorosas, comunicativas, otimistas e emocionalmente abertas. Já a energia Gato Preto descreve perfis mais reservados, seletivos e introspectivos. De acordo com a pesquisa, 41% dos solteiros afirmam buscar parceiros complementares em vez de semelhantes. Entre os usuários que se identificam como Gato Preto, 56% preferem pessoas com características Golden Retriever. No caminho inverso, 46% dos Golden Retrievers se sentem mais atraídos por parceiros mais tranquilos e reservados.

Para Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, maior plataforma Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina, o que torna alguém mais ou menos desejável aos olhos do outro é algo muito particular de cada um, mas existem algumas coisas que são comuns: simpatia e estabilidade tanto emocional quanto financeira. “Tudo vai depender da lista pessoal de características desejáveis, das prioridades estabelecidas e, acima de tudo, das qualidades que farão do outro uma pessoa atraente e irresistível”, diz.

Os arquétipos também ajudam a tornar as interações iniciais mais objetivas. Segundo o estudo, 34% dos homens e 38% das mulheres preferem perfis que incluem esse tipo de identificação, considerando-os mais úteis do que longas descrições pessoais. Para muitos usuários, os rótulos ajudam a reduzir a insegurança do primeiro contato e a alinhar expectativas desde o início.

Os resultados indicam uma mudança de comportamento nos aplicativos. Mais de 43% dos solteiros entre 25 e 35 anos afirmaram que características relacionadas à personalidade e compatibilidade emocional passaram a ter mais peso em suas escolhas do que a aparência física. “Como bem sabemos, uma pessoa atraente não é necessariamente uma pessoa bonita. A beleza mora no tratamento, no respeito e na personalidade que essa pessoa possui. Se o par escolhido tiver estabilidade financeira, for inteligente, de bem com a vida e gentil, a beleza será o último ponto a ser considerado”, finaliza o especialista.