
Leitura e diversidade caminham juntas em novo projeto da Escola de Vargem Alegre
Ação valoriza a identidade cultural e estimula o respeito às diferenças por meio da literatura e das manifestações artísticas.
A Escola Municipal de Tempo Integral de Vargem Alegre deu início, na última sexta-feira (7), ao projeto “Comunidade de Leitores: Literatura, Oralidade e Danças Interraciais”, uma iniciativa que busca fortalecer o hábito da leitura, valorizar a diversidade cultural e promover a educação para as relações étnico-raciais entre estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I.
A abertura do projeto contou com a participação de um grupo quilombola de Itabira, que proporcionou um momento de interação com os alunos por meio de atividades culturais, narrativas e reflexões sobre a cultura afro-brasileira. Um dos destaques da programação foi a oficina de confecção da boneca Abayomi, símbolo de afeto, resistência e ancestralidade da cultura afro-brasileira, despertando o interesse e a participação das crianças.
Desenvolvido para acontecer ao longo de todo o ano letivo, o projeto integra literatura, oralidade, música, dança e expressão corporal como ferramentas para a formação de leitores críticos e conscientes, ao mesmo tempo em que incentiva o respeito às diferenças e o reconhecimento das identidades culturais presentes na sociedade brasileira.
Segundo a diretora da escola, Jaira Heringer, uma das idealizadoras da iniciativa, o projeto nasceu da necessidade de tornar a leitura uma experiência viva e significativa para os estudantes. “Nosso objetivo é formar uma comunidade de leitores que vá além dos livros. Queremos que as crianças conheçam diferentes culturas, valorizem suas próprias identidades e aprendam, desde cedo, o respeito às diferenças por meio da literatura, da música, da oralidade e das danças. É um projeto que une conhecimento, sensibilidade e pertencimento, envolvendo também as famílias e toda a comunidade escolar”, destaca.
A proposta contempla obras de autores negros e indígenas, como Kiusam de Oliveira, Emicida, Daniel Munduruku, Yaguarê Yamã e Eliane Potiguara, além de atividades de contação de histórias, rodas de leitura, poesias, cantigas, música, percussão corporal e danças afro-brasileiras, africanas e indígenas.
Ao longo do ano, os estudantes participarão de oficinas, apresentações culturais, produções artísticas e momentos de expressão corporal, desenvolvendo habilidades de leitura, oralidade, criatividade e convivência. O cronograma prevê ainda ações voltadas para a valorização da cultura afro-brasileira e indígena, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com as Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.
A culminância acontecerá no encerramento do ano letivo, com apresentações de dança, exposição dos trabalhos produzidos pelos alunos, rodas de leitura com a participação das famílias e apresentações musicais e corporais.
Com a iniciativa, a escola espera fortalecer a formação de leitores, ampliar o repertório cultural dos estudantes, promover o desenvolvimento social e emocional, reduzir preconceitos e estreitar os laços entre escola, família e comunidade, reafirmando o compromisso da educação municipal com uma formação integral, inclusiva e cidadã.
Acom/PSGRA
Alunos aprenderam a fazer a boneca “Abayomi”, um símbolo da cultura afro-brasileira.
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