Internacional

Unesp e Universidade de Hainan assinam acordo e discutem possibilidades de cooperação acadêmica entre Brasil e China

Assinatura de Memorando de Entendimento cria um marco institucional para iniciativas de pesquisa, intercâmbio e inovação com a instituição emergente no ensino superior chinês

A reitora Maysa Furlan e o vice-reitor da HNU Wen Yue / Marcos Jorge — ACI Unesp

A Unesp recebeu no último dia 3 a visita de uma delegação da Universidade de Hainan, da China, para a assinatura de um Memorando de Entendimento, documento que estabelece a intenção e o marco geral da cooperação entre as duas instituições. Os representantes chineses foram recebidos por um grupo de dirigentes liderados pela reitora Maysa Furlan.

Durante o encontro, realizado no prédio da Reitoria, em São Paulo, foram discutidas as oportunidades para a ampliação da colaboração acadêmica e científica entre as duas universidades. Inaugurada em 2007 a partir da junção de duas faculdades já existentes, a Universidade de Hainan, ou HNU, é uma instituição pública localizada em Haikou, capital da província de Hainan, uma ilha localizada ao sul da China. Apesar de jovem, a universidade integra o programa Double First-Class, uma iniciativa criada em 2015 pelo governo chinês para transformar um grupo de 147 universidades em instituições de projeção mundial.

A HNU possui aproximadamente 46 mil estudantes e mais de 3.300 professores em tempo integral, distribuídos em 37 unidades acadêmicas e 78 cursos de graduação. A localização geográfica ao sul do país e, portanto, na zona intertropical do globo, reflete algumas das principais áreas de pesquisa da instituição: ciência e tecnologia marinha, agricultura tropical, ecologia e meio-ambiente e ciência das colheitas.

Na fala que abriu o encontro, a reitora Maysa Furlan fez uma breve apresentação do histórico de colaborações da Unesp com instituições chinesas, passando pela inauguração, em 2008, do Instituto Confúcio – o primeiro do Brasil e escolhido por três vezes o melhor do mundo – até a inauguração, neste ano, do curso de graduação em Língua e Cultura Chinesas, no câmpus de Assis. “A Unesp tem privilegiado e dá importância à parceria com a China. Este é um momento de consolidação da relação acadêmica, científica, cultural e de amizade com as universidades chinesas”, destacou.

Vice-reitor da Universidade de Hainan, o professor Wen Yue ressaltou as afinidades científicas e geográficas que aproximam as duas organizações, e destacou a relevância estratégica da sua instituição na política de desenvolvimento do país. Em 2018, o presidente chinês Xi Jinping anunciou a criação do Hainan Free Trade Port, um projeto que pretende transformar a ilha em uma plataforma internacional de comércio, investimentos, serviços e negócios por meio de incentivos fiscais e injeção de recursos. Segundo Yue, a HNU representa o núcleo educacional de um projeto de desenvolvimento econômico nacional.

O número de projetos da HNU aprovados junto ao National Natural Science Foundation of China (NSFC), uma das principais agências de fomento do país, saltou de 86, em 2018, para 381, em 2026. A instituição chinesa lidera, desde 2023, uma iniciativa para aproximar universidades e centros de pesquisa localizados em regiões tropicais, chamada Liga de Universidades Tropicais (LTU), da qual a Unesp demonstrou interesse em participar.

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