
Minas Gerais tem alta de 18,3% em Saúde, Beleza e Bem-Estar e impulsiona conversão de clínicas em franquias
Movimento aproveita negócios já estabelecidos e ganha espaço no estado, mercado que movimentou mais de R$ 26 bilhões em franquias em 2025
Dentistas que já possuem clínicas estruturadas, com equipe, pacientes e uma operação em funcionamento, enfrentam uma decisão diferente de quem está começando a empreender: até que ponto vale continuar crescendo sozinho e quando passa a fazer sentido integrar uma rede?
A discussão ganha espaço em Minas Gerais em um momento de expansão do próprio franchising. O setor movimentou mais de R$ 26 bilhões no estado em 2025, crescimento de 10,2% sobre o ano anterior, e chegou a 18.699 operações, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Saúde, Beleza e Bem-Estar, segmento no qual estão inseridas as franquias odontológicas, avançou 18,3%, o maior crescimento entre os segmentos no estado.
É nesse mercado que a OrthoDontic vem trabalhando uma frente de expansão voltada não apenas à abertura de unidades do zero, mas também à conversão de clínicas que já estão em funcionamento. A rede reúne 342 unidades operacionais no país, sendo 34 em Minas Gerais, cerca de 10% da operação nacional. Entre as unidades da rede, 29 tiveram origem em conversões de clínicas já existentes, quatro delas no estado. A operação gera mais de 4 mil empregos diretos no Brasil, sendo mais de 400 em Minas Gerais.
Investimento menor e retorno mais curto
Para converter uma clínica existente para a OrthoDontic, a rede informa investimento inicial a partir de R$ 180 mil, ante R$ 400 mil para implantar uma unidade nova. São cerca de R$ 220 mil a menos, uma redução de 55%, possível porque parte da infraestrutura, dos equipamentos e da operação existente pode ser aproveitada ou adaptada.
A diferença também aparece nos prazos estimados de maturação do investimento. Nas conversões, o ponto de equilíbrio é de cinco meses e o payback parte de 16 meses. Para uma unidade aberta do zero, as referências são de oito a dez meses para o ponto de equilíbrio e de 29 a 33 meses para o retorno do investimento.
O ponto de partida dos dois modelos é diferente: enquanto uma unidade nova exige a implantação integral da operação, a conversão permite aproveitar ativos e uma estrutura que já existem. Nas referências apresentadas pela OrthoDontic, os dois formatos têm faturamento médio mensal de R$ 200 mil e lucratividade estimada entre 20% e 25%.
O movimento ocorre enquanto o franchising brasileiro mantém ritmo de expansão. No primeiro trimestre de 2026, o faturamento do setor cresceu 10,1% no país, para R$ 72,7 bilhões, e o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar avançou 18% no período, segundo a ABF.
Do consultório à gestão do negócio
Para o dentista que já possui uma clínica, entrar para uma franquia tem uma lógica diferente daquela de quem procura um primeiro negócio. Parte do capital já está investida em equipamentos e instalações, enquanto outros ativos, como carteira de pacientes, equipe e presença no mercado local, foram construídos ao longo do tempo.
Nesse estágio, o desafio deixa de estar apenas na operação clínica e passa também por como estruturar o negócio para crescer. Gestão, processos, indicadores, marketing, desenvolvimento de equipe e planejamento ganham peso à medida que a clínica busca uma nova escala.
“Esse profissional já investiu, formou equipe, conquistou pacientes e conhece o mercado em que atua. A decisão passa a ser sobre o próximo ciclo: quanto ele ainda precisaria construir sozinho para crescer e o que pode ganhar ao acessar uma estrutura que já opera em escala”, afirma Camila Stocco, gerente de Expansão e Implantação da OrthoDontic.
Na conversão, o dentista preserva parte do que já construiu e passa a contar com recursos compartilhados da franquia, como sistemas, processos, treinamento, marketing e suporte operacional. A proposta é conectar uma clínica que já funciona a uma estrutura que amplia seu repertório de gestão e cria condições para uma atuação cada vez mais empreendedora à frente do negócio.
Conversão também abre caminho para novas unidades
Os dados da rede indicam que a conversão pode funcionar também como ponto de partida para novos ciclos de expansão. Entre 23 franqueados que ingressaram na OrthoDontic por esse modelo e foram analisados pela empresa, 70%, 16 deles, já avançaram para mais de uma unidade.
Em 26% dos casos, os franqueados chegaram a quatro unidades ou mais. O maior operador originado de conversão alcançou oito clínicas.
Em Minas Gerais, os quatro franqueados originados de conversão já deram passos para ampliar sua atuação além da operação original. O dado reforça que, para parte desses dentistas, a entrada na rede não se limita à conversão da primeira clínica, mas pode abrir caminho para novas etapas de crescimento.
Para a OrthoDontic, a conversão é uma das possibilidades dentro da estratégia de expansão. A rede não trabalha com uma meta numérica fechada para esse formato. Antes de avançar com uma operação, avalia infraestrutura, localização, carteira de pacientes, capacidade operacional e o perfil do dentista, buscando aderência ao modelo e aos valores da franquia.
“Crescer não significa construir tudo de novo nem simplesmente aumentar o número de unidades. Para avançar de forma sustentável, precisamos encontrar bons negócios e profissionais que tenham aderência ao nosso modelo e possam prosperar junto com a rede. Minas reúne essas condições e ainda tem espaço para avançarmos”, afirma Lorraine Marcondes, CEO da OrthoDontic.
Belo Horizonte é o mercado prioritário na atual prospecção, mas o direcionamento também se estende a municípios mineiros com mais de 40 mil habitantes.
De uma clínica independente a um novo ciclo de expansão
Susan Piassi, franqueada da unidade OrthoDontic de Passos, ajuda a ilustrar como essa transição pode ocorrer na prática. Ela já possuía sua própria clínica e uma trajetória consolidada na odontologia quando converteu o negócio para a bandeira, em 2024. Sua escolha, portanto, não era começar a empreender, mas definir como estruturar uma empresa que já havia construído para uma nova etapa de crescimento.
No caso de Susan, o desafio não era colocar uma clínica de pé, mas criar condições para o negócio ganhar escala. Com a conversão, a operação existente foi adaptada ao modelo da franquia e incorporou processos, ferramentas de gestão, treinamento, marketing e suporte.
Dois anos depois, Susan deu um novo passo na trajetória de expansão: adquiriu uma segunda clínica. “Eu já tinha uma clínica e experiência na odontologia. A OrthoDontic me mostrou que, para crescer, eu precisava transformar aquela clínica em um negócio estruturado”, afirma Susan.
A trajetória ajuda a colocar em perspectiva uma discussão que ganha relevância à medida que o franchising chega a mercados mais maduros. Para redes que buscam ampliar capilaridade e para profissionais que já construíram negócios locais, a conversão oferece um caminho que não depende de começar do zero: usar o que já existe como ponto de partida e avaliar se uma estrutura em rede pode acelerar o próximo ciclo de crescimento.
Em Minas, onde o franchising segue em expansão, a oportunidade está justamente em clínicas que já provaram sua capacidade de operar e cujos proprietários agora avaliam se continuar crescendo de forma independente ou integrar uma rede é a decisão mais eficiente para a próxima etapa do negócio.
OrthoDontic Presence — Belo Horizonte
Entre os dias 15 e 17 de setembro, a OrthoDontic realiza visitas previamente agendadas a clínicas odontológicas de Belo Horizonte para apresentar o modelo de conversão de bandeira. Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (11) 93732-8376.



