Agro

Crianças se conectam com o café nas Matas de Minas Gerais

No ATeG Café+Forte, a técnica Tamara Almeida transformou visitas de assistência técnica em aulas de campo para as crianças das famílias cafeicultoras de Simonésia e Santana de Manhuaçu,

A presença do programa de Assistência Técnica e Gerência – ATeG Café+Forte, do Sistema Faemg Senar tem chamado conquistado crianças em Simonésia e Santana do Manhuaçu. “Quando a gente vai para a lavoura?” A pergunta se repete a cada visita da técnica de campo Tamara V. Deps Almeida, do programa às famílias da região Em algumas propriedades, ela agenda a visita para o turno em que os pequenos já chegaram da escola para não perderem o encontro.

Tamara atende aos produtores há um ano e conta que desde o início, notou que a presença das crianças crescia a cada visita. Então passou a incluí-las no trabalho. Na lavoura, mostra a elas a cultura, boas-práticas e até o que cada praga causa ao cafezal. “Elas ficam fascinadas, aprendendo junto com os pais”, conta.

Inspiração 

Para as famílias, o efeito é visível. Juliana e Welington Alves, pais de Hiran (12), Isabella (8) e Isadora (6), contam que os filhos esperam ansiosos pelo dia da visita. “Ela explica de uma forma que as crianças compreendem sobre as doenças do café e os cuidados necessários. Eles observam a lavoura e até orientam o pai”, relata Juliana. Hiran já diz que quer ser agrônomo. “Começar a sonhar com uma profissão a partir desse contato é algo que não tem preço”, destaca a mãe satisfeita.

Em outra propriedade, o produtor Diego Teixeira vê o mesmo entusiasmo. O filho Miguel, de quase 5 anos, agora quer participar. O caçula Murilo, de 2 anos, também insiste em acompanhar o pai ao serviço. “É bom porque vai aprendendo o que é a vida do produtor e dar valor ao nosso trabalho no campo”. 

Transparência que gera pertencimento

Para Aristides Barbosa, de Santana de Manhuaçu, pai de Miguel e Ana Lívia, levar os filhos à lavoura é uma escolha consciente. “A gente não sabe se eles vão querer permanecer no sítio ou não. Então faz o possível para mostrar o trabalho, porque a transparência leva eles a gostar”, comenta.

Ele explica que com o ATeG os filhos se aproximaram mais da realidade da família e  “sabem de onde vem o dinheiro da família, acompanham atividades como a adubação e a desbrota”. 

Em outubro, no Dia das Crianças, Tamara distribuiu uma lembrancinha a todos os pequenos da sua turma. A ideia foi fortalecer o vínculo e reforçar a importância da sucessão familiar, um dos pilares do programa que incentiva o envolvimento dos filhos no negócio da família. “Eu amo o que eu faço, e as crianças dão uma alegria a mais para o trabalho”, finaliza.