Geral

Adoção acelerada de IA transforma modelos de negócio e redefine competitividade das empresas

Adoção acelerada de IA transforma modelos de negócio e redefine competitividade das empresas

Tecnologia deixa de ser experimento e passa a ocupar o centro das decisões estratégicas em diferentes setores da economia

Brasil, janeiro de 2026 – A inteligência artificial deixou de ser um teste isolado e passou a integrar o núcleo das estratégias empresariais. A mudança já impacta modelos de negócio, produtividade e competitividade em setores como turismo, saúde, indústria e finanças. A rápida incorporação da inteligência artificial pelas empresas indica uma mudança estrutural na forma de gerir negócios.

A tecnologia saiu do ambiente experimental e passou a fazer parte do planejamento estratégico, influenciando decisões sobre eficiência operacional, crescimento, precificação, risco e experiência do cliente. “Quando a IA entra na agenda do CEO e do CFO, ela deixa de ser experimento e passa a ser estratégia”, afirma Fabio Tiepolo, fundador da Starya AI, empresa que nasceu na saúde e hoje orquestra agentes de IA com governança para transformar operações e decisões em diferentes setores.

Segundo levantamentos recentes, entre 78% e 88% das empresas já utilizam inteligência artificial em pelo menos uma função de negócio. Para Tiepolo, esse avanço demonstra que o mercado chegou a um ponto de não retorno. “A IA virou infraestrutura, como a internet ou o mobile. A diferença é que agora a adoção não é apenas tecnológica, é competitiva. Ninguém quer ficar para trás enquanto o concorrente escala mais rápido e com menor custo”, diz.

Os impactos já são visíveis nos modelos de negócio tradicionais. No turismo, a tecnologia viabiliza precificação dinâmica e experiências mais personalizadas. Na saúde, contribui para triagem, prevenção e eficiência clínica. Na indústria, permite manutenção preditiva e redução de falhas operacionais. No setor financeiro, fortalece análises de crédito, combate a fraudes e atendimento automatizado. “O denominador comum é menos custo marginal e mais inteligência embarcada em todos os processos”, avalia o executivo.

A inteligência artificial também vem redefinindo funções historicamente consideradas exclusivamente humanas. Segundo Tiepolo, o papel da tecnologia é ampliar capacidades e não substituir pessoas. “A IA antecipa cenários, sugere decisões e revela padrões que o humano não enxerga sozinho. O profissional deixa o trabalho repetitivo e passa a atuar de forma mais estratégica e responsável”, afirma.

Para empresas que ainda resistem à adoção, o risco competitivo é crescente. “Quem não incorpora IA tende a operar mais caro, mais lento e com menos capacidade de personalização”, diz Tiepolo. Ele destaca que ganhos de produtividade entre 26% e 55% e retornos médios de quase US$ 4 para cada US$ 1 investido se traduzem diretamente em margem, escala e velocidade de inovação.

Apesar da disseminação da tecnologia nos últimos anos, ainda são poucas as empresas que conseguem gerar valor relevante com o uso da inteligência artificial. Segundo o fundador da Starya AI, o diferencial está na forma como a tecnologia é compreendida e aplicada. “Um dos principais obstáculos ainda é entender como a IA funciona e como extrair o máximo de seu potencial para alavancar o negócio. São poucas as empresas que compreendem o poder que têm nas mãos e fazem bom uso dele. Ainda há um longo caminho pela frente”, afirma.

Mas os desafios, segundo ele, não param por aí e vão além da tecnologia. “Cultura, talento e governança ainda são os principais obstáculos. IA não é apenas software, é transformação organizacional. Cabe às lideranças darem direção, propósito e limites, garantindo que a colaboração entre humanos e máquinas aumente o potencial das pessoas e não o contrário”, conclui.