Saúde

Consumo de álcool exige atenção redobrada com a saúde bucal, alerta OdontoCompany

Segundo o INCA, cerca de 15.100 novos casos de câncer da cavidade oral devem ser diagnosticados por ano no Brasil no triênio 2023-2025

O consumo frequente de bebidas alcoólicas, especialmente aquelas com alto teor de açúcar ou acidez, como drinks, vinhos e algumas cervejas, pode acelerar o desgaste dentário e aumentar a incidência de doenças bucais. O alerta é da OdontoCompany, que reforça a importância de conscientização sobre os impactos do álcool não apenas na saúde sistêmica, mas também na cavidade oral.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 15.100 novos casos de câncer da cavidade oral devem ser diagnosticados por ano no Brasil no triênio 2023–2025, sendo aproximadamente 10.900 casos em homens e 4.200 em mulheres. A taxa estimada é de 10,3 casos por 100 mil homens e 3,8 por 100 mil mulheres. O câncer da cavidade oral está entre os tipos mais incidentes no país, e o consumo de bebidas alcoólicas é reconhecido pelo INCA como um dos principais fatores de risco para o seu desenvolvimento, especialmente quando associado ao tabagismo.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que as doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo, sendo a cárie dentária a condição de saúde mais comum globalmente.

Segundo a OdontoCompany, o impacto do álcool na saúde bucal ocorre por diferentes mecanismos. O efeito desidratante reduz o fluxo salivar, comprometendo uma das principais barreiras naturais de proteção da boca. A saliva é responsável por neutralizar ácidos, auxiliar na digestão e controlar a proliferação de bactérias. Quando sua produção diminui, aumentam os riscos de cáries, mau hálito e doenças periodontais.

Além disso, muitas bebidas alcoólicas apresentam elevado teor de açúcar e pH ácido, combinação que favorece a erosão do esmalte dentário, incidências alta de cáries e sua recorrência. Esse desgaste progressivo pode gerar sensibilidade, fragilidade e maior predisposição a fraturas dentárias.

Pacientes com doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, devem ter atenção ainda maior. Nessas condições, o álcool atua como um potencializador de danos. Em pessoas com diabetes, por exemplo, a combinação entre boca seca, resposta imunológica reduzida e possíveis oscilações glicêmicas dificulta a cicatrização e aumenta a gravidade das doenças periodontais. Dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF) indicam que o Brasil está entre os países com maior número de pessoas vivendo com a doença, o que amplia a relevância do tema em saúde pública.

Nos pacientes hipertensos, o cenário também inspira cuidados. O álcool pode agravar a instabilidade da pressão arterial e, somado ao uso de medicamentos que frequentemente causam xerostomia (boca seca), aumenta a predisposição à erosão dental, inflamações gengivais, periodontites e infecções da mucosa oral, além do risco aumentado para câncer de boca em casos de consumo abusivo.   — especialmente em usuários crônicos, onde esses efeitos são significativamente mais intensos.

Em tratamentos odontológicos mais complexos, onde envolve procedimentos cirúrgicos, quer seja a remoção de um dente, ou uma raspagem cirúrgica assim como as cirurgias relacionada aos implantes, os riscos se tornam ainda mais críticos. A cicatrização e a estabilidade óssea podem ser prejudicadas, comprometendo diretamente o sucesso do procedimento.

“Pacientes com doenças sistêmicas, como diabetes, doenças cardiovasculares ou imunológicas, apresentam resposta ainda mais prejudicada, já que o álcool agrava o processo inflamatório e reduz a capacidade natural de defesa dos tecidos bucais, favorecendo complicações e pior prognóstico periodontal, afirma Dr. Paulo Zahr, fundador da OdontoCompany.

No contexto cirúrgico e implantodôntico, o álcool atrapalha a cicatrização porque altera a coagulação, reduz o fluxo sanguíneo, aumenta o risco de infecções e interfere na regeneração dos tecidos, prejudicando a integração óssea dos implantes e podendo levar à falha do tratamento. Além disso, ele interage negativamente com medicamentos pós-operatórios, como antibióticos e analgésicos, aumentando riscos e prolongando o desconforto.

A OdontoCompany reforça que medidas simples podem minimizar os impactos, como manter boa hidratação, evitar bebidas muito açucaradas, não escovar os dentes imediatamente após ingerir bebidas ácidas (aguardando cerca de 30 minutos), manter rotina adequada de higiene bucal e realizar visitas periódicas ao dentista.

“Em um cenário em que o consumo de bebidas alcoólicas faz parte da rotina social de grande parcela da população, a informação e o acompanhamento odontológico regular tornam-se aliados fundamentais para preservar a saúde bucal e prevenir complicações a longo prazo. Por isso, tanto para jovens quanto para adultos e idosos — e especialmente no pós-operatório de cirurgias e implantes — a redução ou suspensão do álcool é fundamental para garantir cicatrização adequada, diminuir riscos e aumentar o sucesso dos tratamentos odontológicos”, finaliza Dr. Paulo.

Imagens relacionadas


Banco de imagens
baixar em alta resolução


Banco de imagens
baixar em alta resolução

Deixe um comentário