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Empresário do mercado imobiliário identifica novos anúncios falsos de imóveis em Belo Horizonte 

Empresário do mercado imobiliário identifica novos anúncios falsos de imóveis em Belo Horizonte
 
Mesmo depois de um alerta feito pela CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais) em setembro deste ano, golpistas continuam fazendo anúncios falsos em sites e portais imobiliários em Belo Horizonte. Nesta semana, o empresário Adriano Sampaio identificou anúncios irregulares depois de receber contato de uma vítima que acreditava estar negociando com uma imobiliária regular.

O golpista utilizou o CNPJ de uma das empresas de Sampaio para fazer anúncios em portais imobiliários e cobrava uma taxa de aluguel antecipado para garantir a disponibilidade do imóvel para locação. Uma das vítimas chegou a pagar R$ 3 mil ao golpista.

A diretora da CMI/Secovi-MG, Patrícia Simões, alerta que a prática de pagamento antecipado no mercado imobiliário é ilegal. De acordo com a Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91), que regula a locação de imóveis urbanos, exigir taxas prévias à locação, seja para reserva ou visita, configura contravenção penal. “Muitos clientes não sabem que pagar para visitar um imóvel é proibido por lei. O Artigo 43 da legislação regula que não se pode cobrar nenhuma quantia além do aluguel e dos encargos permitidos. Sendo todos eles previstos apenas depois da assinatura do contrato”, reforça Patrícia Simões.

Para se proteger, a especialista recomenda que o consumidor desconfie de qualquer exigência fora dos padrões. Outro passo importante é sair da conversa privada e buscar canais oficiais da própria empresa. “Sempre se certifique de que está tratando com a imobiliária correta. Mesmo que o corretor alegue pertencer àquela rede, é importante buscar um contato de confiança e solicitar um representante oficial”, orienta.

A diretora da CMI/Secovi-MG chama atenção ainda para a possibilidade de golpes mesmo em anúncios de imóveis próprios, ou seja, não associados a uma imobiliária. “O mais importante é desconfiar de qualquer cobrança inadequada e nunca realizar nenhum pagamento que não corresponda aos padrões legais.” Além disso, Patrícia recomenda sempre a realização de denúncias para instituições como a CMI/Secovi-MG e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG). “É nosso papel garantir a boa orientação do setor e dos clientes para evitar prejuízos gerais.”

Adriano Sampaio também tomou atitudes. Ele entrou em contato com os principais portais de anúncios imobiliários e sugeriu que todos divulguem amplamente que cobrar valores antecipadamente é uma prática ilegal.
 Crédito: Freepik