“Inconsciente Preciso” apresenta 81 pinturas do artista mineiro Quim
Com curadoria de Sarah Ruach, a exposição reúne 81 obras de Joaquim Dimas Fidelis, conhecido como Quim (1958), e ocupa os interiores do Palácio das Mangabeiras, no Parque do Palácio
Belo Horizonte recebe a partir de 8 de março a primeira exposição individual do artista mineiro Joaquim Dimas Fidelis, conhecido como “Quim” (1958). Intitulada Inconsciente Preciso, sob a curadoria de Sarah Ruach, a mostra ocupa os interiores do Palácio das Mangabeiras, no Parque do Palácio, e apresenta ao público um conjunto inédito de pinturas que consolidam sua trajetória na arte naïf contemporânea.
Radicado na capital mineira, Quim desenvolve uma pintura marcada pela liberdade formal e pela intensidade cromática. Seu universo visual parte de cenas reconhecíveis: paisagens, figuras humanas, animais e elementos do cotidiano, que se reorganizam sob uma lógica própria, onde memória e imaginação coexistem. A aparente simplicidade das composições revela uma estrutura sensível rigorosa, sustentada por ritmo, cor e intuição.
“Existe uma organização sensível muito clara”, afirma Sarah Ruach. “Mesmo quando a composição parece inconsciente, há um equilíbrio entre memória, gesto e cor que sustenta a pintura”, observação que inspira o título da mostra.
A arte naïf é marcada, em geral, pela produção autodidata e pela liberdade de criação, valorizando a espontaneidade, as cores intensas e uma forma própria de organizar as cenas e os espaços. Mais do que uma estética simples, trata-se de uma linguagem que nasce da experiência e da sensibilidade do artista. Em Quim, essa característica aparece na maneira como ele constrói seu universo pictórico a partir do cotidiano, criando composições vibrantes e intuitivas, que revelam coerência e identidade próprias.
O galerista e colecionador Costantino Papazoglu destaca sua relação sensível com a obra do artista ao afirmar que, em sua pintura, encontrou “autenticidade sem cálculo, diversidade sem artifício e uma criatividade inesperada”.
Quim chamou a atenção de colecionadores e apreciadores por sua trajetória singular, de pintor de paredes a artista visual. Para Alexandre Miranda, colecionador, “a arte pode estar em qualquer lugar; ignora origens e rótulos, revela-se a quem transforma o ver em sentir”.
A exposição propõe um diálogo entre essa pintura intuitiva e o contexto arquitetônico que a abriga. Projetado por Oscar Niemeyer, o Palácio das Mangabeiras integra um dos mais emblemáticos conjuntos modernistas da cidade. Inserido na Serra do Curral, o edifício hoje se abre ao público como espaço cultural, integrando arte, patrimônio e paisagem.
O Parque do Palácio, que envolve o edifício, tornou-se um dos principais espaços de convivência e contemplação da cidade. Com jardins amplos, áreas de circulação e vista privilegiada da capital, o parque estabelece uma continuidade simbólica com a obra de Quim, em que natureza e cidade coexistem como territórios afetivos.
Inconsciente Preciso marca não apenas a primeira individual do artista, mas também a afirmação de uma produção que valoriza o gesto espontâneo, a imaginação e a experiência cotidiana como matéria estética. Nas palavras do colecionador e estudioso da arte popular Rildo, “Quim nasceu pronto”. A mostra reafirma o papel do Palácio das Mangabeiras como espaço de projeção para artistas brasileiros e como ponto de encontro entre arte, arquitetura e paisagem.
Serviço
Horário de funcionamento do Parque do Palácio:
Quarta a sexta-feira: 10h às 18h
Sábado e domingo: 9h às 18h
Endereço: Rua Professor Djalma Guimarães, 161 – Portaria 2, Mangabeiras, Belo Horizonte – MG, Brasil
Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia). Entrada gratuita Codemge às quartas, quintas e sextas-feiras mediante retirada pelo Sympla
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