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Março Azul-Marinho: especialistas reforçam campanha contra câncer colorretal, o segundo mais comum entre homens e mulheres

O câncer colorretal é hoje o terceiro tipo mais comum no Brasil (10,39%), segundo o relatório mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgado este ano. O levantamento também aponta que a doença é o segundo câncer mais predominante entre os homens no Nordeste e ocupa a segunda posição em incidência no país, tanto entre homens (10,3%), quanto entre mulheres (10,5%), além de registrar aumento significativo das taxas em ambos os sexos. O cenário acende um alerta para um tipo de tumor fortemente associado a fatores como alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo e predisposição hereditária.

Diante desse panorama, o Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO), em Fortaleza, reforça neste mês a campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização e prevenção da doença. A instituição destaca que, apesar da alta incidência, o câncer colorretal apresenta grandes chances de cura quando diagnosticado precocemente, especialmente por meio de exames de rastreamento, como a colonoscopia.

Para o oncologista do CRIO, Mateus Sudário, a informação e o acompanhamento médico regular são determinantes para mudar a curva de crescimento dos casos. “Temos observado um aumento consistente da incidência, inclusive em pacientes mais jovens. O câncer colorretal costuma ser silencioso nas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreamento periódico, principalmente a partir dos 45 anos ou antes, em pessoas com histórico familiar. Quando identificado precocemente, as chances de cura são significativamente maiores”, afirma.

A nutricionista do CRIO, Carone Lima, chama atenção para o papel da alimentação na prevenção. “Existe uma relação direta entre padrões alimentares inadequados e o risco aumentado para o câncer colorretal. Dietas ricas em fibras, frutas, verduras e alimentos naturais ajudam a proteger o intestino, enquanto o consumo excessivo de carnes processadas e gorduras favorece processos inflamatórios. Ajustes simples e consistentes na rotina alimentar podem reduzir de forma importante esse risco”, explica.

Ao longo de março, o CRIO intensifica ações educativas voltadas à população e à classe médica, ampliando o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e qualidade de vida. A instituição coloca seus especialistas à disposição para entrevistas, contribuindo para dar visibilidade a um tema que exige atenção permanente da sociedade.

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Divulgação/CRIO
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