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Medicina: Justiça concede liminar à AMB determinando que OMB suspenda oferta irregular de títulos de especialista no país

Associação Médica Brasileira - AMB

Na decisão, a Justiça determinou que a OMB se abstenha imediatamente de ofertar, divulgar ou anunciar a concessão de títulos de especialista médico por qualquer meio ou rede social.

A Associação Médica Brasileira (AMB) obteve decisão liminar favorável em ação judicial envolvendo a denominada “Ordem Médica Brasileira (OMB)”. A medida, concedida pela Justiça Federal de Santa Catarina, reconhece a plausibilidade jurídica da tese defendida pela entidade quanto à impossibilidade de oferta ou divulgação de títulos de especialista médico fora do sistema legal vigente no Brasil.

Na decisão, a Justiça determinou que a OMB se abstenha imediatamente de ofertar, divulgar ou anunciar a concessão de títulos de especialista médico por qualquer meio ou rede social. A entidade também deverá retirar eventuais publicações já veiculadas nesse sentido e cessar a divulgação de conteúdos difamatórios ou inverídicos contra a AMB, removendo materiais já publicados. O prazo estabelecido para o cumprimento da decisão é de 24 horas, sob pena de multa diária.

A decisão está fundamentada na legislação que rege a formação e certificação das especialidades médicas no país, especialmente a Lei nº 6.932/1981 e o Decreto nº 8.516/2015. Essas normas estabelecem que a titulação de especialista ocorre por meio das sociedades de especialidade vinculadas à AMB ou pelos programas de residência médica credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica.

Para o presidente da AMB, César Eduardo Fernandes, a decisão representa uma vitória fundamental para a medicina brasileira e para a segurança da assistência prestada à população. “A Justiça reconheceu aquilo que a comunidade médica sempre defendeu: a certificação de especialistas no Brasil segue regras claras, estabelecidas em lei, e não pode ser objeto de iniciativas paralelas que coloquem em risco a qualidade da formação médica e a segurança dos pacientes”, afirmou.

E complementa. “Mais do que uma decisão judicial, trata-se de um marco que protege a seriedade da formação médica no Brasil e reforça que a certificação de especialistas deve seguir critérios técnicos, responsáveis e comprometidos com a qualidade da assistência à população.

Segundo ele, o sistema construído ao longo de décadas pelas entidades médicas brasileiras garante critérios rigorosos de qualificação profissional. “A Associação Médica Brasileira não permitirá a criação de estruturas que pretendam atuar à margem da legislação e do modelo institucional que assegura qualidade, transparência e responsabilidade na formação dos especialistas”, destacou.

O presidente da AMB ressaltou ainda que a decisão judicial reforça o papel das sociedades de especialidade e da residência médica como pilares da qualificação profissional. “A defesa da boa medicina passa, necessariamente, pela defesa de um sistema sólido de certificação. Essa decisão reafirma que a titulação de especialista deve permanecer vinculada às sociedades científicas reconhecidas e aos programas de residência credenciados”, disse.

A AMB reafirma seu compromisso com a defesa da formação médica de excelência, da segurança da assistência à saúde e da preservação do modelo legal de certificação das especialidades médicas no Brasil.

A entidade informa ainda que seguirá adotando todas as medidas institucionais e jurídicas necessárias para proteger o sistema brasileiro de certificação de especialistas e manterá seus associados permanentemente informados sobre o andamento do processo, em respeito ao princípio da transparência.

Associação Médica Brasileira (AMB)

Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira
Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira

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