Oceano de oportunidades impulsiona brasileiros a investir e proteger patrimônio no exterior
Oceano de oportunidades impulsiona brasileiros a investir e proteger patrimônio no exterior
Busca por segurança jurídica e diversificação acelera estratégias internacionais entre famílias e empresas brasileiras
O avanço da reforma tributária no Brasil e a instabilidade econômica global têm levado um número crescente de brasileiros a adotar estratégias de proteção patrimonial e internacionalização de investimentos. Dados oficiais dos Estados Unidos mostram que o estoque de investimento direto do Brasil no país alcançou US$ 31,8 bilhões em 2023, com participação crescente de pequenos e médios empreendedores.
Em estruturas patrimoniais, levantamentos apresentados por Fernanda Spanner, CEO da Spanner Consulting Group, mostram que modelos internacionais permitiram proteger mais de US$ 500 mil em bens e gerar economia superior a US$ 150 milhões em impostos sucessórios nos últimos dois anos.
Especialista em planejamento tributário e negócios internacionais, ela afirma que a conjuntura atual ampliou a necessidade de decisões técnicas. “Quando o ambiente interno passa por mudanças profundas, o investidor precisa olhar além das fronteiras. A internacionalização organiza o patrimônio, reduz riscos e cria estabilidade para o futuro”, diz.
Expansão do investimento imobiliário e financeiro
Entre as principais portas de entrada para brasileiros está o mercado imobiliário norte-americano. Segundo a MSCI Real Assets, as vendas de apartamentos somaram aproximadamente US$ 146 bilhões em 2024, crescimento de 22 por cento em relação ao ano anterior. O desempenho reforça o apelo dos ativos multifamily, reconhecidos pela previsibilidade e baixa oscilação.
No mercado financeiro, a abertura de contas em corretoras dos Estados Unidos possibilita acesso direto ao S&P 500, que acumulou retorno superior a 100 por cento em cinco anos, de acordo com dados da S&P Dow Jones Indices. Para perfis conservadores, a especialista destaca opções dolarizadas com rendimento anual de até 6 por cento e baixa exposição a risco. “Diversificar em moeda forte tornou-se um movimento de prudência. A carteira deixa de depender exclusivamente das condições do Brasil”, explica.
Planejamento sucessório ganha tração após reforma tributária
A reforma tributária tem acelerado a reorganização de estruturas patrimoniais internacionais. Mudanças previstas nas regras de renda, consumo e herança despertaram maior atenção de famílias preocupadas com previsibilidade tributária e continuidade das próximas gerações. Estruturas como holdings no exterior e modelos sucessórios multijurisdicionais se tornaram alternativas para mitigar efeitos da transição entre sistemas.
Para Spanner, antecipar ajustes pode ser decisivo. “As transformações que chegam até 2026 exigem preparo. Quem age antes protege ativos e evita decisões de emergência”, avalia.
Internacionalização empresarial e novas rotas profissionais
O ambiente empresarial dos Estados Unidos segue competitivo e receptivo. Em 2024, foram registrados cerca de 5,2 milhões de pedidos de abertura de empresas, segundo o Census Bureau, nível ainda muito acima do período pré-pandemia. O país oferece aproximadamente 185 categorias de visto, o que permite desde empreendimentos até autorizações de trabalho temporárias.
Com cinco escritórios distribuídos pelos Estados Unidos, Spanner observa que o mercado valoriza profissionais especializados. “Contadores, advogados e gestores brasileiros encontram espaço real de atuação. Muitos atendem clientes no Brasil e no exterior de forma remota e constroem renda em dólar com estabilidade”, afirma.
Pontos essenciais para quem deseja iniciar a internacionalização
Especialistas recomendam atenção redobrada aos seguintes aspectos:
- avaliação tributária completa entre Brasil e exterior
- simulação de impactos fiscais na mudança de residência
- escolha da estrutura societária mais eficiente conforme a operação
- comparação de custos estaduais nos EUA, incluindo seguros e taxas
- planejamento imigratório alinhado ao planejamento fiscal
Para Spanner, o êxito depende do diagnóstico inicial. “As decisões deixam de ser arriscadas quando a pessoa entende sua realidade tributária e patrimonial. A clareza técnica reduz erros e aumenta a segurança”, conclui.
Sobre Fernanda Spanner
Fernanda Spanner é CEO da Spanner Consulting Group, referência em contabilidade, planejamento tributário e estratégias fiscais. International Business Advisor com mais de 20 anos de experiência, possui cinco escritórios nos Estados Unidos, em Nova York, New Jersey, Flórida, South Carolina e Massachusetts. É Enrolled Agent licenciada pelo IRS, credencial mais alta concedida pela Receita Federal americana, o que lhe permite atuar em âmbito federal nos 50 estados.
Para saber mais, acesse o instagram, linkedin ou pelo site https://www.fspanner.com/




