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Turnover voluntário mostra estabilidade em 2025, mas mercado e qualidade de vida pressionam retenção

Pesquisa da Robert Half aponta níveis de rotatividade em 2025 e indica fatores que podem influenciar a perda de talentos em 2026

São Paulo, fevereiro de 2026 — Sondagem proprietária da Robert Half, consultoria global de soluções em talentos, apresenta dados sobre o turnover voluntário nas empresas brasileiras em 2025. Quando questionadas sobre a taxa de rotatividade registrada no período, 37% das organizações informaram turnover inferior a 5%, 29% indicaram taxa entre 5% e 10%, e 25% relataram acima de 10%.

Na comparação com 2024, 49% das companhias indicaram que o turnover registrado em 2025 foi igual ao observado no ano anterior, enquanto 24% relataram aumento e 13% apontaram redução. Já 14% afirmaram não saber ou não ter essa informação.

“Os resultados indicam que muitas empresas entraram em um momento de maior controle da rotatividade, mas ainda existe um grupo relevante que enfrenta desafios para reter profissionais, o que reforça a necessidade de atenção contínua à retenção”, analisa Lucas Nogueira, diretor regional da Robert Half.

Os principais motivos por trás das saídas voluntáriasA pesquisa ouviu 300 profissionais responsáveis por recrutamento e gestão de pessoas e aponta que os pedidos de demissão continuam fortemente associados às condições do mercado. Remuneração, benefícios e perspectivas de crescimento seguem como os principais vetores. Os cinco fatores mais citados nesta edição foram:

  • Melhores oportunidades em outras companhias (70%)
  • Falta de oportunidades de crescimento (32%)
  • Salários abaixo da média do mercado (28%)
  • Retorno ao trabalho presencial (19%)
  • Benefícios pouco competitivos (19%)

Aspectos relacionados à qualidade de vida ganharam espaço no levantamento. Dificuldades de conciliação entre trabalho e vida pessoal foram mencionadas por 16% dos respondentes. Em contrapartida, temas como falta de reconhecimento ou recompensas (13%) e problemas de comunicação ou feedback (12%) perderam relevância em relação à pesquisa anterior.

Empresas apostam em desenvolvimento de carreira como atrativoPara reduzir a perda de talentos, as organizações vêm adotando estratégias mais estruturadas e de longo prazo, com foco no desenvolvimento profissional. Entre as iniciativas mais utilizadas para conter o turnover, destacam-se:

  • Implementação de programas de desenvolvimento de carreira (39%)
  • Oferta de treinamentos e capacitações (35%)
  • Treinamento das lideranças (33%)
  • Melhorias nas condições de trabalho/ambiente organizacional (32%)
  • Melhoria na gestão de desempenho (29%)

Além dessas medidas, aumentou o número de companhias que revisam salários, benefícios e incentivos financeiros, assim como aquelas que passaram a analisar de forma mais sistemática as informações obtidas em entrevistas de desligamento.

Expectativas para 2026 acendem sinal de alertaAo avaliar o impacto das principais tendências sobre o turnover em 2026, os respondentes demonstraram cautela. Para a maioria, a busca por mais qualidade de vida por parte dos profissionais (62%), o crescimento da economia com maior oferta de empregos (56%) e o retorno ao trabalho presencial (54%) tendem a pressionar a rotatividade.

Em contrapartida, um direcionamento mais consistente das empresas para retenção de talentos e desenvolvimento de habilidades é apontado como o principal fator capaz de reduzir o turnover, segundo 41% dos participantes.

Destaca-se, também, os índices de desemprego, que registram 5,1% para a população em geral e 2,5% para trabalhadores qualificados, segundo dados do IBGE e análise da Robert Half.

“As taxas de desocupação atingiram o patamar mais baixo da série histórica, mudando a dinâmica da rotatividade. A simples reposição de saídas cede espaço à ampliação seletiva dos quadros. Nesse contexto, a gestão do turnover passa a ser uma variável diretamente ligada à competitividade e à sustentabilidade dos negócios”, completa Nogueira.

Metodologia: Os dados fazem parte de uma sondagem proprietária da Robert Half, realizada em novembro de 2025, com a participação de 300 profissionais que possuem responsabilidade direta ou indireta nos processos de recrutamento e seleção de pessoal.

Sobre a Robert HalfÉ a primeira e maior empresa de soluções em talentos no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais permanentes e para projetos especializados nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão. Com presença global e atuação na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania, a Robert Half aparece em listas das empresas mais admiradas do mundo. Robert Half é reconhecida, também, por seu compromisso de promover a igualdade e proporcionar uma cultura inclusiva.

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Lucas Nogueira, diretor regional da Robert Half

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