Cultura

20ª CINEBH REÚNE 16 FILMES PRODUZIDOS EM BH E NA REGIÃO METROPOLITANA NA MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO

MINISTÉRIO DA CULTURA, PREFEITURA DE BELO HORIZONTE E PETROBRAS 

APRESENTAM 

20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte

17º Brasil CineMundi – Encontro Internacional de Coprodução

22 a 27 de setembro de 2026

Um dos destaques da programação, a Mostra A Cidade em Movimento apresenta “Abecedário da Existência”, seleção organizada em cinco sessões que relacionam cidade, corpo, linguagem, natureza, tecnologia e experiências das periferias

A produção audiovisual independente de Belo Horizonte e da Região Metropolitana ganha espaço na 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte com a 11ª edição da Mostra A Cidade em Movimento. Em 2026, a seleção reúne 16 filmes, entre curtas e longas-metragens, distribuídos em cinco sessões. Com curadoria de Bruna Piantino, o programa recebe o título “Abecedário da Existência” e parte da cidade-território como campo de experiências, relações, conflitos e transformações

“A cidade é um território vivo, construído não apenas por suas estruturas, mas pelos corpos, linguagens, afetos, conflitos e diferentes formas de conhecimento que nela circulam. Nesta edição, os filmes nos convidam a perceber Belo Horizonte a partir de diferentes escalas e experiências, das vivências íntimas às forças coletivas que desafiam, reinventam e transformam continuamente a vida urbana”, afirma Bruna Piantino, curadora da Mostra A Cidade em Movimento.

Os filmes ampliam o olhar sobre a vida urbana para além das estruturas físicas da cidade. Corpo, percepção, linguagem, tecnologia, meio ambiente, ancestralidade e modos de organização coletiva atravessam uma programação que aproxima experiências íntimas de questões sociais e propõe diferentes maneiras de observar Belo Horizonte e as forças que continuamente a transformam.

Organizada em cinco eixos – A Engenharia Reversa da LinguagemA Tecnologia da Existência, O Resgate do Corpo Emocional, A Não Domesticação da Experiência e A Inteligência da Borda -, a mostra coloca em questão comportamentos e discursos socialmente estabelecidos, assim como a relação das sociedades urbanas com a natureza e outras formas de conhecimento. “A cultura da cidade acomoda processos íntimos de adaptação que estão em constante atritamento e movimentação”, afirma a curadora.

A primeira sessão, A Engenharia Reversa da Linguagem, apresenta o longa “Como Atravessar Paredes: a História do Centro Cultural Galpão Cine Horto” (70 min), dirigido coletivamente por Chico Pelúcio, Henrique Vertchenko, Marcos Coletta e Rodolfo Magalhães. O documentário recupera a trajetória do centro cultural e de seus núcleos de pesquisa e experimentação, estabelecendo relações entre cinema, teatro e processos de criação. A sessão propõe decodificar a arquitetura e os padrões de uma manifestação artística, compreendendo o espectador como participante da construção de sentidos.

Em A Tecnologia da Existência, a relação entre humanidade, técnica e natureza aproxima dois trabalhos de formatos distintos: o curta experimental “Ouro de Tolo Remix” (4 min), de Gabriel Afonso, e o longa “Maxita” (64 min), de Mariana Machado e Ana Maria Machado, com participação de Davi Kopenawa e Ailton Krenak. A sessão parte da tecnologia como dimensão inseparável da experiência humana para discutir contradições das sociedades urbanas contemporâneas, especialmente a exploração dos territórios e as ameaças à diversidade de espécies e formas de vida.

A terceira sessão, O Resgate do Corpo Emocional, volta-se às experiências individuais e às condições sociais que as atravessam. “Todas as Cores que Eu Já Senti na Vida” (11 min), de Bernardo Franco, aborda precarização do trabalho e autoestima; “Recaída” (20 min), de Samuel Costa, aproxima sofrimento mental e dependência química; “Dentro do Meu Peito Mora um Cão” (24 min), de Gabriel Afonso, trata das instabilidades da passagem da juventude à vida adulta e da sobrevivência do artista; e “O Maestro” (23 min), de Vinícius Correia, observa a intimidade, a rotina e a precisão dos gestos. Juntos, os filmes recuperam o corpo e a experiência sensível como formas de relação com o mundo.

Não Domesticação da Experiência reúne cinco filmes atravessados por diferentes formas de enfrentamento às normas e estruturas da vida cotidiana. “Queremos Praia – Anunciação” (18 min), de Chico Pelúcio, Marcelo Braga e Rodolfo Magalhães, trabalha com imaginação e performance; “Metamórfike” (15 min), de Lui Nascimento, aproxima-se do surrealismo; “Sexta” (5 min), de Pedro Cordeiro, questiona as normas do trabalho; “Bloco Fantasma” (12 min), de Rafael Zorzal, mobiliza realidades paralelas; e “Cordões e Sinos de Além-Mar” (19 min), de Yuji Kodato e Jeremias Brasileiro, estabelece relações com experiências espirituais e ancestrais. Em registros distintos, as obras aproximam corpo, fabulação, trabalho e espiritualidade para tensionar comportamentos e representações estabelecidos.

A quinta e última sessão, A Inteligência da Borda, dirige o olhar às periferias, aos conflitos urbanos, aos afetos e às estratégias de sobrevivência. Integram o programa “Um Mar” (18 min), de Duna Dias e Leonardo Augusto; “Mães do Morro” (20 min), de Isabela Ferreira da Silva; “Não é Sobre Pastéis” (10 min), de Tiago Ribeiro; “Do Acaba Mundo ao Pindura Saia” (7 min), de Iakima Delamare e Thiago Rosado; e “Nós é Ruim e Mora Longe” (20 min), de Ítalo Almeida. Os filmes observam a cidade a partir de suas bordas e das pessoas que negociam cotidianamente formas de ocupá-la, atravessando violências e tensões sociais, cartografias afetivas, encontros e os “corres” da juventude periférica. Ao percorrer linguagem, tecnologia, corpo, experiência e periferia, “Abecedário da Existência” propõe que pensar Belo Horizonte é também reconhecer as diferentes formas de vida que constroem e transformam a cidade.

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A 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e o 17º Brasil CineMundi integram o Cinema sem Fronteiras 2026 – programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção e que reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes (centrada na produção contemporânea, em janeiro) e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto (que difunde o audiovisual como patrimônio e ferramenta de educação, em junho).

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SERVIÇO 

20a CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE

17º BRASIL CINEMUNDI – ENCONTRO INTERNACIONAL DE COPRODUÇÃO 

22 a 27 de setembro de 2026 | PROGRAMAÇÃO GRATUITA

Fundação Clóvis Salgado (Cine Humberto Mauro, Sala Juvenal Dias, Teatro João Ceschiatti e Jardim Interno), Cine Theatro Brasil (Grande-Teatro, Teatro de Câmara, Galerias 5º e 6º andar, Terraço), Cine Belas Artes, Sala de Cinema Minas Tênis Clube, Cine Santa Tereza, Teatro Sesiminas, Casa da Mostra e Praça da Liberdade

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

ESTE PROJETO É REALIZADO COM RECURSOS DA LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DE BELO HORIZONTE 

Patrocínio Master: PETROBRAS

Patrocínio: CAIXA, REDE MATER DEI DE SAÚDE

Parceria: FUNEMP – FUNDO ESPECIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS/ PREFEITURA DE BELO HORIZONTE ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA 

Apoio: CASA DA MOSTRA, CTAV

Corealização: INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL

Idealização e Realização: UNIVERSO PRODUÇÃO

MINISTÉRIO DA CULTURA 

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Informações pelo telefone: (31) 3282-2366

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