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Disparada do petróleo com conflito no Oriente Médio acelera busca por alternativas no transporte marítimo

Avanço do hidrogênio verde na navegação surge como alternativa para reduzir custos, emissões e a dependência do petróleo em um cenário de alta volatilidade no mercado global de energia.

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Créditos: Revista Náutica

Abril, 2026. O conflito envolvendo o Irã expõe a vulnerabilidade da matriz energética baseada em combustíveis fósseis. O conflito com Israel pressionou a logística no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de energia, e elevou fortemente o preço do petróleo nas últimas semanas. Na manhã desta terça-feira (24), na Ásia, o petróleo Brent voltou a superar a marca de US$ 100 por barril, com alta de 3,75%, atingindo US$ 103,69, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

A alta do petróleo e o risco de interrupções no abastecimento recolocam no radar a necessidade de alternativas energéticas no transporte marítimo, um dos setores mais dependentes de combustíveis fósseis.

O projeto JAQ Hidrogênio Verde, desenvolvido pelo Grupo Náutica em parceria com o Itaipu Parquetec e com integração a sistemas desenvolvidos a partir da engenharia da chinesa GWM, atua diretamente sobre essa dependência estrutural. A iniciativa testa, em escala real, a propulsão de embarcações por hidrogênio verde, substituindo motores a combustão por células de combustível capazes de gerar energia elétrica a bordo. A engenharia do sistema elimina a necessidade de abastecimento convencional, ao prever, nas próximas fases, a produção do próprio combustível no mar, com emissão zero de carbono e liberação apenas de água como subproduto.

“A alta do petróleo em um cenário de conflito evidencia o quanto a navegação ainda depende de uma matriz vulnerável a fatores externos. O projeto JAQ nasce justamente para enfrentar esse ponto. O JAQ H1 é o primeiro protótipo em operação, desenvolvido para validar, na prática, a propulsão por hidrogênio verde e a substituição do motor a combustão por um sistema limpo e eficiente. Nosso objetivo é comprovar a viabilidade técnica e operacional dessa tecnologia e abrir caminho para uma nova geração de embarcações menos expostas à volatilidade do petróleo, com autonomia energética e emissão zero”, afirma Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica,  idealizador do projeto.

Toda a operação interna da embarcação, de iluminação à climatização, inclusive um auditório com capacidade para 50 pessoas, é alimentada por hidrogênio verde. Diferentemente de soluções totalmente elétricas, o sistema utiliza uma mistura de 20% de hidrogênio verde em motores a combustão já existentes, o que permite uma redução imediata de até 80% nas emissões e cria uma solução de transição capaz de mitigar impactos regulatórios, como a sobretaxa de carbono prevista pela IMO.

Sobre o Grupo Náutica

Com mais de 40 anos de mercado, o Grupo Náutica traz soluções em inovação, sustentabilidade, infraestrutura, eventos e comunicação na área náutica. É formado pela Revista Náutica (www.nautica.com.br), pioneira e líder no setor; o Boat Show, mais importante salão náutico da América Latina com as edições de São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Foz do Iguaçu; a Metalu, maior fabricante de píeres e passarelas em alumínio do mundo; a SF Marina, especialista global em docas flutuantes de concreto e quebra-mares para marinas, portos e orlas marítimas; e o JAQ Hidrogênio Verde, com projetos inovadores focados em pesquisas e sustentabilidade. O grupo também se preocupa com as questões sociais e é detentora das ações “Só Jogue na Água o que Peixe pode Comer”, assinada pelo cartunista Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que busca a navegação em lugares inimagináveis, assim como desenvolve os principais Guias de Turismo Náutico do país.

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