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Três mitos e verdades sobre madeira

Químico explica o que está por trás das principais crenças sobre manutenção, desempenho e durabilidade desse material

A madeira é um dos materiais de construção e design mais antigos do mundo, mas, ironicamente, ainda é cercada de mitos sobre durabilidade e manutenção. Muitas vezes, a falta de informação faz com que as pessoas optem por materiais sintéticos ao invés de naturais.

Um mito que cerca a madeira é de que o uso dela prejudica o meio ambiente. Jackson Vidal, mestre em Engenharia Florestal e químico da Montana Química, empresa especialista na formulação de produtos de alta performance para a construção civil, explica porquê essa ideia não corresponde à verdade na prática.

“A madeira, com o manejo adequado e certificação, é um recurso renovável. Quando usada na construção, atua diretamente como estoque de carbono, uma vez que a árvore viva reteve o gás carbônico (CO₂) em sua própria formação estrutural e, portanto, edifícios de madeira favorecem a pegada ecológica e reduzem o consumo energético das construções quando comparado ao uso tradicional do concreto e aço”, comenta.

Além do ganho ambiental, o material oferece desempenho técnico e eficiência na obra. Segundo o especialista, a composição fibrosa da madeira garante um isolamento térmico e acústico natural, diminuindo o consumo de energia dos sistemas de climatização.

O químico da Montana Química comenta alguns mitos comuns envolvendo o uso da madeira na arquitetura.

Madeira dura pouco e apodrece rápido.

Mito. A durabilidade desse material depende da espécie certa e/ou do tratamento adequado. A madeira não é um material único. Cada espécie tem propriedades completamente diferentes. 

“Enquanto a madeira de Pinus não tratada pode degradar facilmente quando exposta, madeiras nobres, como Ipê, Cumaru e Jatobá, possuem uma maior resistência natural a fungos e cupins devido sua alta densidade e a presença de extrativos naturais no seu cerne. Porém, isso não torna dispensável o uso de stains ou vernizes, que podem aumentar ainda mais a durabilidade da madeira”, ressalta Vidal.

Atualmente, mesmo madeiras de reflorestamento, como Pinus e o Eucalipto, passam por processos industriais de autoclave, no qual são impregnadas com produtos preservativos sob alta pressão, ganhando uma vida útil de décadas, mesmo em contato direto com o solo e a umidade.

Madeira exige manutenção complexa e anual.

Mito. O segredo não é a frequência, mas a escolha do produto protetor. O stain é um produto impregnante ideal para áreas externas totalmente expostas ao tempo, como decks, cercas e pergolados. Por penetrar diretamente nos veios da madeira em vez de criar uma película superficial, ele acompanha os movimentos naturais do material, garantindo que a superfície não rache nem descasque. 

“A vantagem do stain está na manutenção, que é muito mais simples. Quando o produto começa a desgastar após alguns anos, basta lavar a área e reaplicá-lo, sem a necessidade de um lixamento pesado”, explica o químico.

Já o verniz é ideal para ambientes internos e superfícies que demandam alta proteção contra riscos, atrito e derramamento de líquidos, como móveis, portas e janelas. O produto cria uma película rígida e impermeável que isola a madeira, entregando um acabamento estético clássico que varia do acetinado ao alto brilho. “Assim, a escolha não depende do local de aplicação e do tipo de acabamento que o seu projeto exige”, comenta Vidal.

Madeira é frágil e perigosa em caso de incêndio.

Mito. Pode parecer contraintuitivo, porém, estruturas de madeira pesada, como a Madeira Lamelada Colada (MLC), reagem melhor ao fogo em termos estruturais do que o aço, por exemplo.

“Quando expostas a altas temperaturas, as vigas de aço reduzem rapidamente suas propriedades mecânicas, chegando a perder cerca de 50% de sua resistência estrutural ao atingir aproximadamente 600°C. No entanto, a queima da madeira pode gerar uma espessa camada de carbonização superficial. Essa camada externa carbonizada funciona como um isolante térmico que evita a liberação de gases combustíveis do próprio interior da madeira, protegendo assim o núcleo estrutural da peça, que nesta situação continua resistindo ao fogo por ainda mais tempo”, conclui Vidal.

Sobre a Montana Química

Somos uma indústria química especialista na formulação de produtos de alta performance para a construção civil. Autoridade no mercado, possuímos uma linha completa de produtos para o tratamento, proteção, preservação e acabamento de madeiras, além de outros substratos como pedra, tecido, alvenaria, preservativos industriais para madeira e produtos de alta performance para indústria moveleira.

Com sede em São Paulo, filial em Porto Alegre e revendas em todo o Brasil, em 2014 lançou a marca Monsa para atender o mercado internacional. Atualmente, a Montana já conta com unidades de negócios em diversos países sul-americanos e com uma filial em Medellín, na Colômbia, instalada em 2017 e outra no Uruguai, instalada em 2019. Saiba mais em: montana.com.br/

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Jackson Vidal
Divulgação/Montana Química
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