Após dois aumentos consecutivos, inadimplência de aluguel em Minas Gerais cai em abril, aponta Índice Superlógica
- Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
- Minas Gerais fechou abril com taxa de 2,88%, ante 3,30% em março
- A região Sudeste teve inadimplência de 2,94%, abaixo da média nacional de 3,18% no período
- Imóveis residenciais de até R$ 1.000 lideram inadimplência no país
- Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil clientes
Junho de 2026 – A inadimplência de aluguel em Minas Gerais registrou queda em abril, com taxa de 2,88%, após duas altas consecutivas. Ante março (3,30%), a variação foi de 0,42 ponto percentual. Na comparação com abril de 2025 (2,65%), houve aumento de 0,23 ponto percentual no último mês. A taxa no estado ficou ainda abaixo da média nacional, que foi de 3,18%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Para Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o recuo de abril ainda não deixa clara uma tendência de queda na região. “A inadimplência do aluguel responde menos à variação mensal e mais ao comportamento da renda real e do mercado de trabalho. Enquanto o endividamento das famílias seguir em patamar elevado e o orçamento doméstico continuar comprimido, oscilações de curto prazo não significam reversão de tendência”, afirma.
A região Nordeste continua liderando o ranking de inadimplência do país, com uma taxa de 4,98%, alta de 0,21 ponto percentual em relação a março (4,77%). Em seguida vem o Norte, com 4,37%, leve aumento de 0,08 ponto percentual sobre os 4,29% do mês anterior. O Centro-Oeste ocupa o terceiro lugar, com 2,97%, queda de 0,20 ponto percentual frente aos 3,17% de março. O Sudeste aparece logo depois, com taxa de 2,94% e recuo de 0,20 ponto percentual, enquanto o Sul mantém a menor taxa do país, com 2,65%, baixa de 0,12 ponto percentual no mesmo intervalo.
No Sudeste, os três tipos de imóveis registraram queda em abril. Os comerciais seguem à frente, com 3,92%, recuo de 0,36 ponto percentual em relação a março (4,28%); as casas aparecem em segundo lugar, com 3,20%, baixa de 0,35 ponto percentual sobre os 3,55% do mês anterior; e, por último, os apartamentos, que fecharam em 2%, ante 2,27% de março, redução de 0,27 ponto percentual.
Entre a base nacional analisada por faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam concentrando as maiores taxas, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% no mês anterior. Nos imóveis comerciais, fechou o período em 7,00%, ante 7,41% em março. Na outra ponta, as locações residenciais entre R$ 3.000 e R$ 5.000 registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.
Os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13.000 também seguiram em queda. Depois de registrarem 6,01% em fevereiro, recuaram para 5,83% em março, e fecharam abril em 4,52%. Apesar da melhora, a faixa ainda aparece entre os maiores índices da categoria, mantendo o segmento no radar das imobiliárias pelo impacto financeiro de contratos de maior valor.
“Os dados mostram que a inadimplência não está concentrada em um único perfil de locação. A faixa de até R$ 1.000 segue pressionada, o que reflete a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida. Mas contratos de valor mais alto também exigem atenção, porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira”, analisa Gonçalves.
Na análise por tipo de imóvel, o levantamento nacional também registrou queda nos três segmentos em abril. A inadimplência de apartamentos chegou a 2,11%, ante 2,30% em março; a de casas recuou de 3,60% para 3,31%; e os imóveis comerciais, que vinham acumulando pressão nos meses anteriores, cederam de 4,54% para 4,21%.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:




Sobre o Índice Superlógica
O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.
Sobre o Grupo Superlógica
Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital. A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.
Grupo Superlógica / NOVA PR




