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Associadas da Abimetal-Sicetel processaram 3,3 milhões de toneladas de aço em 2025, indica novo anuário do setor

ABIMETAL-SICETEL

Anuário de Análise Econômica do Mercado do Aço 2026 será lançado no dia 7 de outubro e reúne dados sobre produção, setores atendidos e movimentos da cadeia

As empresas associadas à Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço) foram responsáveis pela transformação estimada de 3,3 milhões de toneladas de aço em 2025, segundo estudo anual realizado pela entidade. O volume representa uma retração de 0,3% em relação ao ano anterior e corresponde a 15,5% do total de aço processado no país, mantendo participação próxima à registrada em 2024.

Os dados fazem parte da 15ª edição do Anuário de Análise Econômica do Mercado do Aço, publicação da Abimetal-Sicetel que reúne informações sobre o desempenho do setor, o perfil dos mercados atendidos, comparativos e tendências que ajudam a compreender o comportamento da indústria processadora de aço e sua relação com os demais segmentos da economia. A nova edição foi lançada no dia 7 de outubro, durante o Jantar Anual da Abimetal-Sicetel, realizado na capital paulista.

“Os números mostram a dimensão da indústria processadora de aço e sua importância dentro da cadeia do aço. Mesmo diante de um cenário de retração, nossas associadas mantiveram um volume expressivo de transformação de aço e uma participação relevante no mercado nacional. O Anuário permite acompanhar essa evolução ano a ano para que possamos entender as principais movimentações e impactos no setor”, afirma Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel.

A entidade reúne mais de 70 empresas associadas, que representam cerca de 20% do universo estimado de 350 fabricantes do setor, entre unidades independentes e siderúrgicas verticalizadas. Juntas, essas empresas empregam aproximadamente 30 mil trabalhadores.

Aços longos concentram maior volume processado

A indústria de trefilação e laminação ocupa uma posição estratégica na cadeia produtiva, funcionando como elo entre a siderurgia e os fabricantes de bens finais. As empresas do segmento transformam o aço em uma ampla variedade de produtos, como barras e arames trefilados, perfis, tiras e fitas relaminadas, arames farpados e ovalados, telas metálicas, cabos e cordoalhas, correntes industriais, pregos, grampos e clipes.

Entre as associadas da Abimetal-Sicetel, a estimativa é de que tenham sido processadas 2,6 milhões de toneladas de aços longos em 2025, uma redução de 0,4% em relação ao ano anterior. Já o volume de aços planos recuou 27%, para aproximadamente 575 mil toneladas.

Volumes de aço processado pelas associadas da Abimetal-Sicetel
(em mil toneladas)


Fonte: IABR / Elaboração da Abimetal-Sicetel

Apesar da retração nos volumes, as empresas associadas mantiveram uma participação relevante entre os segmentos consumidores de aço no Brasil. Para Ricardo Martins, os dados reforçam a amplitude da atuação do setor.

“É importante considerar que estamos falando de uma indústria que atende uma cadeia muito ampla. O aço transformado pelas nossas empresas chega a diferentes etapas da economia, da construção e da infraestrutura à indústria, ao setor automotivo, máquinas e equipamentos, petróleo e gás, entre tantos outros mercados. Essa capilaridade é uma das características mais importantes do nosso segmento”, destaca.

O setor também apresenta potencial de desenvolvimento associado à utilização de novas ligas e à possibilidade de reutilização e reciclagem do aço.

O avanço das discussões sobre terras raras também abre perspectivas para o desenvolvimento de novos materiais e produtos. “O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses elementos. Alguns deles, como cério e lantânio, podem ser utilizados na metalurgia como agentes de refino e de liga. A aplicação pode contribuir para características como maior resistência mecânica, ductilidade e resistência à corrosão e ao calor, propriedades relevantes para a produção de aços especiais destinados a setores de alta performance”, pontua o presidente da Abimetal-Sicetel.

Indústria, construção e máquinas estão entre os principais mercados

A pesquisa realizada pela Abimetal-Sicetel também mostra a diversidade dos mercados atendidos pelas empresas associadas. Indústria em geral, construção civil e infraestrutura e máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e industriais lideraram o ranking em 2025, sendo atendidos por 76,0%, 76,0% e 72,0% das empresas associadas, respectivamente.

Setores atendidos pelas empresas associadas à Abimetal-Sicetel
(em %)

Fonte: Abimetal-Sicetel

O levantamento também aponta mudanças na presença das empresas em diferentes cadeias produtivas. O segmento de petróleo e gás, por exemplo, ganhou participação, passando de 36,8% em 2024 para 48,0% em 2025, enquanto os segmentos naval e de embalagens e recipientes avançaram de 15,8% para 24,0%. Em contrapartida, houve redução no setor automotivo, de 73,7% para 52,0%, e no eletroeletrônico, de 57,9% para 28,0%.

“Essa distribuição é um indicador importante porque mostra que não existe uma única dinâmica para o setor. Enquanto alguns mercados ganharam participação, outros recuaram, refletindo as condições específicas de cada cadeia produtiva. A diversificação reduz a dependência de um único segmento e mostra onde estão surgindo novas oportunidades para as empresas processadoras de aço”, avalia Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel.

Além da presença nos diferentes mercados, a pesquisa avaliou o peso de cada segmento nas vendas das empresas. De forma geral, houve maior concentração nas faixas de 1% a 20% do faturamento, embora alguns setores tenham participação mais expressiva para determinadas empresas. No setor automotivo, por exemplo, 21,4% das respondentes informaram que os negócios representam mais de 50% das vendas. Na indústria em geral, esse percentual foi de 25%.

Diversificação alcança setores de infraestrutura, bens de consumo e indústria

O levantamento também mostra diferentes graus de participação nos demais mercados atendidos pela cadeia de trefilação e laminação.

No segmento de madeira e móveis, 66,7% das empresas informaram que as vendas correspondentes ao setor representam entre 1% e 10% do total, enquanto para 33,3% das respondentes a participação fica entre 40,1% e 50%.

Nos setores de motocicletas, petróleo e gás, parafusos e rebites e derivados de arame, a maior concentração das respostas ficou nas três primeiras faixas de participação, entre 1% e 30% das vendas.

Nos segmentos de rodoviário e ferroviário, 77,8% das empresas concentraram os negócios na faixa de 1% a 10%, enquanto 22,2% ficaram entre 10,1% e 20%. O setor eletroeletrônico apresentou distribuição semelhante.

No segmento naval, 75,0% das respondentes indicaram participação entre 1% e 10% das vendas e 25,0% entre 10,1% e 20%. Em utilidades domésticas e comerciais, os percentuais foram de 87,5% e 12,5%, respectivamente.

Na trefilação de arames, 66,7% das empresas concentraram as vendas na faixa de 1% a 10%, enquanto 33,3% ficaram entre 10,1% e 20%. Para embalagens e recipientes e ferramentas, ferragens e cutelaria, a maior concentração também ocorreu na primeira faixa, de 1% a 10% das vendas totais.

Participação das vendas nos setores atendidos pela Abimetal-Sicetel


Fonte: Abimetal-Sicetel

“Os resultados desta edição reforçam que a indústria processadora de aço está inserida em uma rede extensa de atividades e que seus movimentos precisam ser analisados em conjunto com o desempenho da indústria brasileira. Acompanhamos os desafios de curto prazo, mas também temos uma cadeia com espaço para inovação, desenvolvimento de novos materiais e maior agregação de valor. É esse cenário, com seus desafios e oportunidades, que o Anuário busca retratar”, conclui Ricardo Martins.

Déficit comercial e avanço das importações ampliam pressão sobre a indústria

O déficit comercial da indústria de trefilação e laminação aumentou pelo quinto ano consecutivo e chegou a US$ 823,1 milhões em 2025, ante US$ 612,6 milhões em 2021. No ano passado, as exportações somaram US$ 335 milhões, enquanto as importações alcançaram US$ 1,158 bilhão. No acumulado de 2021 a 2025, o déficit do setor chegou a US$ 3,4 bilhões, 172,2% acima do registrado no quinquênio anterior.

O avanço das compras externas também aparece nos volumes. As importações atingiram 783,3 mil toneladas em 2025, alta de 5,3% em relação ao ano anterior e o quinto recorde consecutivo. Com isso, a diferença entre o volume importado e o exportado chegou a 581,1 mil toneladas, 4,5% acima de 2024.

A China responde por mais de 50% das importações brasileiras de produtos de aço e derivados do setor, mantendo posição dominante nesse mercado.

“Essa situação é crítica para a indústria brasileira. Não estamos falando apenas de um aumento das importações, mas de uma diferença cada vez maior entre o que o Brasil compra e o que consegue vender ao exterior. Quando produtos importados, especialmente os chineses, entram no mercado em volumes crescentes e com preços muito competitivos, a indústria nacional perde espaço, enfrenta maior pressão sobre margens e tem sua capacidade de investir e competir comprometida. É uma questão que precisa continuar no centro da agenda de competitividade do país”, afirma Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel

O Anuário Abimetal-Sicetel 2026 oferece um retrato da posição ocupada pela indústria processadora de aço na economia brasileira e dos diferentes mercados que movimentam a demanda por produtos de laminação e trefilação.  A publicação também contribui para acompanhar as transformações da cadeia e os fatores que podem influenciar seu desempenho nos próximos anos.

Acesse aqui o Anuário de Análise Econômica do Mercado do Aço 2026.

O site também disponibiliza para download as edições dos anos anteriores.



Sobre a Abimetal-Sicetel:

A Abimetal-Sicetel representa a indústria processadora do aço no Brasil.  Sua base reúne 350 indústrias de pequeno, médio e grande portes, de capital nacional e estrangeiro, que integram o segundo elo da cadeia produtiva do aço no país. A organização promove a competitividade, a inovação e o crescimento sustentável do setor, além de atuar em defesa de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento econômico e a integração da indústria nacional.

A Abimetal:

A Abimetal (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço) surgiu no final de 2018 para atender às necessidades de suas representadas por um modelo moderno de atuação associativa. Seu objetivo é focado no fortalecimento e desenvolvimento do setor, promovendo a defesa dos interesses das empresas associadas.

O Sicetel:

O Sicetel (Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço) é uma entidade de classe patronal sem fins lucrativos, fundada em setembro de 1934. Desde 1979, representa exclusivamente as empresas processadoras de aço, sendo responsável pela defesa de seus interesses e pelo fortalecimento do setor.

Mais informações em: https://sicetel-abimetal.com.br/

(Fotos e gráficos estão disponíveis para download em alta resolução ao final do release)

GRÁFICO 1 | Volumes de aço processado pelas associadas da Abimetal-Sicetel (em mil toneladas)
GRÁFICO 2 | Setores atendidos pelas empresas associadas à Abimetal-Sicetel (em %)
GRÁFICO 3 | Participação das vendas nos setores atendidos pela Abimetal-Sicetel

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