AgroEconomia

Café arábica perde valor em setembro e mercado olha para a safra 2027

O mercado cafeeiro fechou setembro em queda, tanto no físico quanto no futuro. É o que mostra a edição nº 40 do Informativo de Mercado do Café, divulgado pelo Sistema Faemg Senar este mês.

No mercado físico, o indicador CEPEA para o arábica recuou cerca de 8,9% no mês. O arábica tipo 6, bebida dura para melhor, terminou setembro com média de R$1.590,83 a saca. No intervalo analisado, o preço caiu de R$1.730,56 para R$1.576,85.

Entre as regiões de Minas Gerais, o Sul de Minas teve o melhor preço médio, de R$1.652,17/saca, mesmo com queda de 9,3% entre o primeiro e o último registro do mês. O Cerrado Mineiro marcou média de R$1.639,76, com redução de 5,5%, a menor entre as regiões. As Montanhas de Minas fecharam a R$1.545,56 a saca, queda de 5,8%. A Chapada de Minas teve média de R$ 1.575,24 e a maior retração, de 11,9%.

Na Bolsa de Nova York, os contratos de dezembro (CFNZ26) tiveram média de US$2,85/lb, o equivalente a R$1.944,98 por saca, queda de 17,4% sobre agosto. A pressão veio do avanço da oferta brasileira após a colheita, do aumento dos embarques e da expectativa de recomposição dos estoques internacionais. Ainda assim, o mercado segue volátil, sustentado por estoques certificados historicamente baixos e por incertezas climáticas.

Safra 2026

A colheita está em fase final na maior parte das regiões. Segundo a pesquisa do Sistema Faemg Senar, Minas deve produzir cerca de 33,4 milhões de sacas, o que indica recuperação em relação à safra anterior. A qualidade dos grãos, porém, ficou abaixo do esperado.

Atenção volta-se ao clima

Para outubro, mês considerado estratégico, a expectativa é de retorno das chuvas, retomada do crescimento vegetativo e ocorrência das principais floradas. O desafio é a combinação de temperaturas acima da média com chuvas mal distribuídas, o que pode comprometer a uniformidade da florada e o estabelecimento da safra 2027.