Saúde

Dor nas articulações pode ser sinal de doença reumática; campanha nacional alerta para diagnóstico precoce

20 DE SETEMBRO

Com o slogan “Juntos contra a dor nas juntas. Quando o corpo fala, o reumato escuta”, a campanha visa alertar a população sobre a importância de reconhecer os sinais das doenças reumáticas e buscar avaliação especializada para diagnósticos e tratamentos corretos. A mobilização em Belo Horizonte será realizada no Mercado Distrital, das 9h às 11h30.

Dor, rigidez e inchaço nas articulações podem ser sinais de doenças reumáticas e não devem ser ignorados. Para ampliar o acesso à informação e estimular a busca por diagnóstico e tratamento adequados, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em parceria com a Sociedade Mineira de Reumatologia, promove a Campanha Nacional de Conscientização e Prevenção de Doenças Reumáticas, dia 20 de setembro, no Mercado Distrital, das 9h às 11h30.  

Com o slogan “Juntos contra a dor nas juntas. Quando o corpo fala, o reumato escuta”, a campanha visa conscientizar e orientar a população sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos. Médicos especialistas, pacientes, associações de pacientes e profissionais de saúde estarão juntos alertando a população.  Estão previstos tendas e pontos de orientação, distribuição de materiais educativos e, em algumas cidades, caminhadas e atividades físicas.

A iniciativa também busca ampliar o conhecimento da população sobre a atuação do médico reumatologista e a importância de procurar o especialista diante de sinais persistentes. “O diagnóstico precoce pode fazer diferença na evolução e no controle de diversas doenças reumáticas, por isso a informação é uma importante aliada para que as pessoas reconheçam sinais que, muitas vezes, são ignorados e procurem ajuda adequada”, alerta o reumalologista Dr. Valderilio Feijó Azevedo, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

Estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros são acometidos por doenças reumáticas. São mais de 120 enfermidades já catalogadas, entre doenças inflamatórias, crônicas, autoimunes e raras, que atingem pessoas de qualquer idade. Além do aparelho locomotor, que inclui ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos, algumas dessas doenças podem comprometer órgãos como rins, coração, pulmões, pele e sistema nervoso central, algumas das quais estão entre as principais causas de afastamento do mercado de trabalho.

Entre os sintomas mais frequentes estão dores nas articulações, rigidez e inchaço. Dependendo da doença e de sua evolução, a falta de diagnóstico e de tratamento adequados pode provocar deformidades, desgaste de cartilagens e ossos, limitações físicas e comprometimento da qualidade de vida.

No Mercado Distrital, em Belo Horizonte, as atividades da campanha incluem tenda e balcão de orientação, distribuição gratuita de cartilhas educativas sobre as doenças, esclarecimento de dúvidas gerais sobre as doenças. A mobilização ocorrerá das 9h às 11h.  É gratuito. Basta comparecer.

Serviço:

Campanha Nacional de Conscientização e Prevenção de Doenças Reumáticas

Local: Mercado Distrital (Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro)

Data: 20 de setembro de 2026 (domingo)

Horário: 09h às 11h30 / Atividade gratuita

Basta comparecer!

Orientações com reumatologistas! Basta comparecer

A mobilização integra a campanha nacional da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) com eventos simultâneos em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Brasília (DF), Curitiba (PR), Maringá (PR), Londrina (PR), Cascavel (PR), Francisco Beltrão (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Maceió (AL), Porto Velho (RO), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE).

Doenças mais frequentes

As doenças reumáticas acometem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. Algumas também podem comprometer outras partes do corpo humano como rins, coração, pulmão, pele, sistema circulatório, cérebro e o sistema nervoso central. Entre os sintomas mais frequentes estão dores nas articulações, rigidez e inchaço, que podem, dependendo do estágio da doença, levar à deformidade nos pés e nas mãos, desgaste nas cartilagens e nos ossos.

  • A osteoartrite ou artrose, de acordo com a SBR, é a doença reumática mais frequente no país, representando cerca de 30% a 40% das consultas em ambulatórios de reumatologia.
  • A artrite reumatoide, doença de natureza inflamatória, crônica e progressiva, acomete cerca de dois milhões de pessoas no Brasil. Acomete mais mulheres, na faixa dos 30 aos 55 anos, mas também atinge pessoas de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes.
  • A lombalgia ou dor nas costas é a segunda causa mais comum de consultas médicas gerais.
  • A osteoporose é a principal causa de fraturas na população acima de 50 anos. Silenciosa, a doença pode atingir todos os ossos do corpo. Afeta homens e mulheres.
  • O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) acomete entre 150 a 300 mil brasileiros e mais frequente em mulheres.
  • A Fibromialgia é mais frequente em mulheres, mas também acomete homens.  Afeta de 2% a 3% da população brasileira.

Sobre a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) é uma associação civil científica de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 15 de julho de 1949, na cidade do Rio de Janeiro, pelos médicos Herrera Ramos, Waldemar Bianchi, Pedro Nava, Israel Bonomo, Décio Olinto e outros, tendo mantido desde então sua tradição científica, acompanhando e promovendo o desenvolvimento da especialidade no Brasil e com um importante papel também internacional, especialmente entre os países da América Latina. Filiada à Associação Médica Brasileira, conta em torno de 2 mil associados, congrega 26 sociedades regionais estaduais, assessorias e comissões científicas e representações em associações nacionais e internacionais e junto ao Ministério da Saúde. Visite o site: www.reumatologia.org.br

@sociedadereumatologia |@reumatologinsta

Campanha nacional visa conscientizar sobre doenças reumáticas, que já afetam cerca de 15 milhões no Brasil

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