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Mais de 500 mil brasileiros na Copa: como a biometria pode evitar fraudes, filas e transtornos 

Nos últimos dois anos, as fraudes financeiras causaram prejuízos de mais de 10,1 bilhões de reais, em um momento em que os ataques de injeção de identidade são 4,5 vezes mais lucrativos do que as técnicas convencionais.

A Copa do Mundo da FIFA, que termina em 19 de julho, marca a primeira edição realizada em três países — Estados Unidos, Canadá e México. Em busca do hexacampeonato, o Brasil deve contar com uma forte presença de torcedores nas arquibancadas. A expectativa é que mais de 500 mil brasileiros viajem aos Estados Unidos durante a fase de grupos. O país ocupa a sexta posição no ranking de compra de ingressos, atrás apenas dos anfitriões e de Inglaterra e Alemanha. 

Entre as principais tecnologias que devem ganhar protagonismo durante a Copa está a biometria, utilizada para agilizar processos de identificação e reforçar a segurança dos visitantes. A tecnologia já vem sendo aplicada em diferentes etapas da jornada do viajante, desde os controles migratórios e o check-in em hotéis até a validação de ingressos para os jogos. Além de reduzir filas e o tempo de espera, os sistemas biométricos ajudam a confirmar a identidade dos usuários e dificultam tentativas de fraude. Em muitos casos, a validação pode ser realizada remotamente antes mesmo do embarque, por meio de um smartphone, tornando a experiência mais rápida e conveniente para os torcedores.

Este processo começa com o cadastro do usuário por meio de seu celular, onde a tecnologia captura automaticamente as dez impressões digitais ou características faciais da pessoa para posterior comparação com as de um banco de dados centralizado. Uma vez verificada a identidade, uma credencial digital é gerada e armazenada no celular utilizando os mais rigorosos padrões de criptografia disponíveis.

A adoção de credenciais digitais tem transformado os processos de identificação em aeroportos e postos de imigração. Com o apoio da biometria, parte das verificações pode ser realizada antes mesmo da chegada ao destino, reduzindo o tempo de espera dos passageiros. Além de tornar a experiência mais fluida, a tecnologia fortalece os mecanismos de segurança ao permitir que autoridades confirmem a identidade dos viajantes por meio do cruzamento de dados com registros oficiais em tempo real.

Além disso, muitos hotéis próximos aos locais das partidas tentarão agilizar os procedimentos de check-in e check-out para seus hóspedes utilizando biometria. O aumento da demanda durante a Copa também levou hotéis nos três países-sede a reforçarem o uso de sistemas de autoatendimento, uma medida que ajuda a reduzir filas e acelerar o atendimento aos hóspedes. 

As soluções biométricas da Identy.io facilitam esses procedimentos graças às informações pessoais armazenadas no seu celular, que permitem a geração de um QR code que pode ser apresentado nos totens de autoatendimento dos hotéis. Dessa forma, apenas os dados pessoais estritamente necessários são compartilhados, com a vantagem adicional de não exigir conexão com a internet naquele momento. Assim, além de reduzir exponencialmente o tempo de espera para acessar seus quartos, os viajantes podem proteger seus dados pessoais com mais eficácia, já que eles não são armazenados em servidores de terceiros ou na nuvem, e podem escolher com mais precisão quais informações são compartilhadas, quando e com quem.

Nos estádios, a biometria vem sendo utilizada para acelerar a entrada do público e reforçar a segurança. Integrada aos sistemas de ingressos digitais, a tecnologia associa cada bilhete à identidade do torcedor, dificultando fraudes, reduzindo a atuação de cambistas e garantindo maior controle de acesso aos eventos.

Para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas, como o uso de deepfakes e identidades digitais falsas, empresas de biometria têm investido em sistemas capazes de verificar a presença real do usuário durante processos de autenticação. No caso da Identy.io, a validação ocorre de forma passiva, sem exigir movimentos específicos diante da câmera. A tecnologia funciona diretamente no smartphone e pode realizar verificações mesmo em ambientes com pouca conectividade, ampliando a segurança sem comprometer a experiência do usuário.

Para Jesús Aragón, CEO da Identy.io, a Copa do Mundo será um grande teste para as tecnologias de identidade digital. “Eventos dessa magnitude exigem soluções que conciliam agilidade e segurança. A biometria permite acelerar processos de identificação em aeroportos, hotéis e estádios, ao mesmo tempo em que dificulta fraudes e tentativas de uso de identidades falsas ou deepfakes. O desafio não é apenas mover milhões de pessoas, mas fazer isso de forma segura”, destaca.