
Nem todo sorvete é igual: 4 dicas para escolher uma opção mais saudável

Médico explica o que observar para incluir a sobremesa sem comprometer a dieta
Na casquinha, no copo ou no palito, o sorvete faz parte da rotina dos brasileiros e ganhou uma data própria no calendário: o Dia Nacional do Sorvete, celebrado em 23 de setembro. O mercado nacional desta sobremesa alcançou US$ 1,467 bilhão em 2025 e deve chegar a US$ 2,156 bilhões até 2034, avanço de cerca de 47%, segundo relatório do IMARC Group publicado em 2026. A variedade também cresceu com o boom de sabores impulsionados pelas redes sociais, como pistache, pudim e caramelo salgado. Mas como escolher entre tantas opções sem comprometer a dieta?
Segundo o Dr. Edson Ramuth, médico e fundador da Emagrecentro, rede especializada em emagrecimento e estética corporal, nenhum alimento deve ser analisado de forma isolada. “Tomar sorvete não compromete, por si só, uma alimentação equilibrada, assim como excluí-lo não garante o emagrecimento. O que realmente importa é a relação da pessoa com a comida e o conjunto de escolhas feitas no dia a dia, quando há equilíbrio, a sobremesa pode fazer parte do cardápio sem culpa”, explica.
Para ajudar você a decidir entre tantas versões, o médico reúne quatro orientações práticas. Confira:
1. Confira se o ingrediente destacado aparece na fórmula
Imagens de açaí, cupuaçu, caju ou outras frutas na embalagem não revelam quanto foi utilizado na receita. Como a lista segue uma ordem decrescente, os primeiros componentes são aqueles presentes em maior proporção. “Se a fruta aparece apenas no final ou depois de açúcar, xarope de glicose e aromatizantes, provavelmente representa uma pequena parcela do conteúdo”, orienta o Dr. Edson.
2. Aposte no gelato e em versões artesanais ou veganas
O gelato tradicional costuma levar mais leite, menos creme e incorporar menos ar do que o sorvete convencional. “Isso proporciona uma textura mais densa e deixa o sabor dos ingredientes mais evidente, nas produções artesanais, também pode haver maior uso de frutas, polpas e matérias-primas frescas. Já as alternativas veganas atendem quem deseja evitar derivados de origem animal”, explica.
3. Não escolha apenas pelos termos diet, light e zero
Diet indica a retirada de um nutriente; light, uma redução mínima de gordura, de 25%; e zero, a ausência do componente informado, geralmente o açúcar. Em geral, prefira receitas com menos aditivos artificiais. “Um sorvete zero lactose ainda pode conter açúcar e calorias, assim como uma opção diet não é obrigatoriamente menos calórica. Por isso, não se deixe levar apenas pelas palavras em destaque na embalagem”, esclarece o médico.
4. Evite opções de fast-food com muitos adicionais
A base utilizada no preparo pode conter açúcar e gordura, enquanto caldas, cremes, biscoitos, chocolates e confeitos acrescentam novas camadas desses componentes. Nos milk-shakes, a mistura ainda pode reunir leite, xaropes, chantilly e uma quantidade maior de sorvete. “Quando vários itens são combinados, o teor calórico aumenta rapidamente. Casquinhas recheadas, copos grandes e milk-shakes podem concentrar mais açúcar e gordura do que uma versão simples. Por isso, prefira tamanhos menores e limite os complementos”, recomenda.
Por fim, o Dr. Edson ressalta que outra possibilidade é o preparo em casa. Além de permitir a escolha dos ingredientes e a adaptação da receita ao paladar da família, a atividade pode se transformar em uma experiência divertida e prazerosa. “Participar de todo o processo ajuda a conhecer melhor o que será consumido e torna a relação com a alimentação mais leve”, conclui.
Sobre o Emagrecentro
Referência nas áreas de emagrecimento e estética corporal, a rede foi fundada em 1986 e entrou para o franchising em 1994. A marca é a única franquia de emagrecimento no mundo com metodologia aprovada por trabalho científico, que oferece o método patenteado e certificado, desenvolvido pelo Dr. Edson Ramuth, denominado Método 4 fases.
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