Notícia-crime pede investigação de universitários por tentativa de homicídio contra servidores da USP
Vereador de São Paulo-SP Adrilles Jorge (União Brasil) também solicitou ao Ministério Público (MP) abertura de inquérito para apurar outros delitos, como associação criminosa e dano ao patrimônio público
O vereador da Câmara Municipal de São Paulo-SP Adrilles Jorge (União Brasil) ingressou com notícia-crime no Ministério Público (MP) de São Paulo, requerendo a investigação de atos de violência registrados numa invasão à Universidade de São Paulo (USP), no último dia 8, logo após o encerramento de uma greve estudantil. A manifestação resultou na intervenção da Polícia Militar (PM) para a desocupação do prédio. Entre os crimes apontados pelo parlamentar na representação está tentativa de homicídio contra agentes de segurança que trabalham na instituição de ensino superior pública.
De acordo com o documento protocolado por Adrilles, durante o protesto e a ocupação da administração central no campus Butantã da USP, houve depredação de patrimônio público, agressões contra servidores e o lançamento de um rojão em direção a policiais e seguranças que atuavam na contenção do tumulto.
A notícia-crime sugerida pelo vereador do União Brasil ao MP sustenta que, a depender da perícia sobre o artefato explosivo e das circunstâncias da ação, a conduta pode configurar dolo contra a vida.
A invasão de universitários encapuzados nas dependências da USP foi só um de uma série de atos antidemocráticos deflagrados por movimentos estudantis nos últimos meses. Em um deles, na capital paulista, Adrilles chegou a ser agredido com chutes e socos por universitários que defendiam a prorrogação da greve geral, que perdurou por quase 60 dias.
Além da tentativa de homicídio, o parlamentar de São Paulo sinalizou à Promotoria a prática de outros delitos durante a manifestação, como lesão corporal grave, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa, é eventual emprego irregular de artefato explosivo.
O vereador paulistano requer que o MP investigue as ocorrências e chegue aos autores, para que haja a devida responsabilização. Caso a denúncia seja acolhida; e os responsáveis, identificados e condenados pelos crimes apontados na notícia-crime, especialmente pela tentativa de homicídio; as penas podem superar 10 anos de reclusão.
Adrilles observa, ainda, que, há indícios de que os estudantes da USP envolvidos na mobilização grevista ingressaram na instituição já munidos de objetos capazes de provocar danos ao patrimônio e de colocar em risco a integridade física da Polícia e de demais servidores públicos:
“A violência jamais pode ser confundida com manifestação legítima. Quando agentes públicos são atacados com explosivos, quando o patrimônio público é depredado e pessoas são colocadas em risco, cabe ao Estado agir com firmeza. Nossa iniciativa busca assegurar que todos os fatos sejam rigorosamente apurados e que os responsáveis sejam exemplarmente punidos”, pontua o parlamentar do União Brasil.
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