Agro

Pasto verde não é sinônimo de dieta equilibrada para a recria

Apesar da aparência, é preciso avaliar as condições da pastagem para verificar se ela atende às exigências nutricionais para ganho de peso

O inverno deste ano trouxe um cenário diferente em algumas regiões do Brasil, onde a ocorrência de chuvas contribuiu para manter as pastagens verdes mesmo durante o período seco. Mas a aparência da pastagem, isoladamente, não indica se ela atende às exigências nutricionais dos animais.

Conforme explica o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, a ocorrência de chuvas durante o inverno impediu que algumas pastagens secassem completamente. Com a chegada do período das águas e o início da rebrota com mais vigor, é importante que o produtor avalie as condições reais da fazenda antes de tomar decisões sobre o manejo nutricional.

“Pasto verde não significa pasto recuperado ou com capacidade de suprir todas as exigências dos animais. Por isso, é preciso avaliar o objetivo produtivo de cada lote e equilibrar a oferta e a qualidade da forragem com a suplementação. Se o campo mudou, a estratégia também precisa acompanhar”, afirma.

A mudança da suplementação, portanto, exige cautela para evitar que os animais percam peso ou comprometam o desempenho no início das águas. O capim em rebrota pode apresentar elevado teor de água e proteína, mas essas características, isoladamente, não garantem consumo suficiente de matéria seca nem equilíbrio entre os nutrientes da dieta.

“No período das águas a suplementação energética é uma boa alternativa, pois auxilia no estabelecimento de um equilíbrio ótimo com a proteína das pastagens, melhorando o desempenho dos animais. Para isso, a estratégia deve considerar a oferta de forragem e o equilíbrio entre energia e proteína na dieta, criando condições para uma produção eficiente de proteína microbiana no rúmen”, explica.

Na recria é fundamental aproveitar o potencial de crescimento dos animais durante as águas. A escolha do suplemento e da quantidade fornecida deve considerar a oferta e a qualidade da forragem, o peso dos animais e a meta de ganho de cada lote. O manejo deve incluir adaptação dos animais, regularidade de fornecimento e espaço de cocho adequado ao nível de suplementação e à forma de distribuição, reduzindo a competição e as diferenças de ingestão dentro do lote.

O período das águas representa uma oportunidade de avançar na recria, mas o resultado depende de planejamento e acompanhamento. O produtor precisa olhar além da cor do capim e avaliar quanto alimento está disponível e qual desempenho ele permite alcançar.

“A suplementação energética precisa caminhar junto com o manejo da pastagem. Em níveis mais elevados de fornecimento, parte do suplemento pode substituir o consumo de capim, por isso a quantidade deve ser definida considerando a resposta em ganho de peso e o custo desse ganho. Acompanhar o consumo no cocho e realizar pesagens periódicas permite ajustar a estratégia e avaliar o retorno econômico durante as águas”, conclui Marson.

Sobre a Connan

Com sede em Boituva (SP), filial em Campo Verde (MT) e um Centro de Distribuição em Ariquemes (RO), a Connan Nutrição Animal é uma empresa de pecuaristas que vive exclusivamente do agronegócio e tem sua origem histórica na década de 40. É a única empresa 100% nacional que produz o seu próprio fosfato bicálcico, garantindo, assim, o abastecimento e a qualidade desse ingrediente, além de ter desenvolvido a tecnologia exclusiva Aglomerax e um portfólio completo de suplementos focado em resultados.

Mais informações: http://www.connan.com.br.