
Seguro de carro na Zona Oeste custa 35,7% mais que na Zona Sul de Belo Horizonte
Levantamento da Serasa Experian mostra que, em julho, a Zona Oeste registrou 3,8% no seguro auto, enquanto a Zona Sul ficou em 2,8%. No seguro de moto, a diferença entre Zona Leste e Centro chegou a 62,3%.
Em Belo Horizonte, a localização do segurado voltou a aparecer como um dos fatores de maior impacto no preço relativo do seguro. Em julho, o índice do seguro de carro na Zona Oeste ficou 35,7% acima do registrado na Zona Sul, segundo o estudo IPSA + IPSM, Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto, elaborado pela TEx, parte da Serasa Experian.
Na capital mineira, a Zona Oeste registrou 3,8% no seguro auto e 7,6% no seguro de moto. Já a Zona Sul ficou em 2,8% no seguro de carro e 8,2% no seguro de moto.
A diferença foi ainda maior no segmento de motocicletas. A Zona Leste marcou 9,9% no seguro de moto, enquanto o Centro ficou em 6,1%, variação de 62,3%. No seguro auto, a Zona Leste registrou 3,5%, índice 25,0% acima da Zona Sul.
Ainda no recorte por zonas de Belo Horizonte, o Centro registrou 3,7% no seguro auto e 6,1% no seguro de moto. A Zona Norte ficou em 3,7% no auto e 8,7% na moto. A Zona Leste marcou 3,5% no seguro de carro e 9,9% no seguro de moto.
“Belo Horizonte mostra que o comportamento do seguro pode mudar bastante entre as regiões da própria cidade e também entre os tipos de veículo. A Zona Oeste teve o maior índice do seguro auto entre as áreas analisadas, enquanto, nas motos, a Zona Leste ocupou essa posição. Isso reforça a necessidade de observar cada segmento e cada localização separadamente”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o índice ficou em 3,9% no seguro auto e 8,0% no seguro de moto. Os percentuais ficaram abaixo dos registrados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, com 5,6% no auto e 12,0% na moto, e de São Paulo, com 4,4% e 11,4%, respectivamente.
Na comparação com Recife, a Grande Belo Horizonte também apresentou índices menores. A Região Metropolitana do Recife registrou 4,1% no seguro de automóvel e 8,3% no seguro de moto.
No cenário nacional, julho marcou o menor patamar do seguro auto em toda a série analisada. O IPSA ficou em 4,3%, enquanto o IPSM registrou 8,6%, exatamente o dobro do indicador de automóveis.
Em 12 meses, o IPSA passou de 5,1% para 4,3%, queda de 15,7%. No mesmo período, o IPSM recuou de 10,1% para 8,6%, baixa de 14,9%. Apesar do alívio anual nos dois segmentos, o seguro de moto segue em patamar mais elevado e com maior oscilação no curto prazo.
No recorte nacional por propulsão, a gasolina permaneceu como principal motorização no volume de cotações analisado. Em julho de 2026, os veículos a gasolina representaram 81,0% do total. As demais motorizações somaram 19,0%, sendo 8,8% de elétricos, 6,1% de híbridos e 4,1% de diesel.
Entre os veículos com até dois anos de uso, todas as motorizações analisadas mantiveram índices inferiores aos de julho de 2025. A gasolina registrou a maior queda anual, de 4,0% para 3,4%.
Acesse o estudo completo
O relatório IPSA + IPSM de julho de 2026 está disponível para consulta e download gratuitamente.
Sobre a TEx
A TEx – parte da Serasa Experian – é o braço estratégico voltado ao mercado de seguros da primeira e maior Datatech do Brasil. Especializada em soluções tecnológicas para Corretores e Seguradoras, desenvolve plataformas integradas como TELEPORT, nimble, TEx Predicts e TEx Mercado, que facilitam a cotação, comparação, venda online de seguros, gestão, análises preditivas e inteligência de dados. Atuando há mais de uma década no setor, a TEx contribui ativamente para a modernização do mercado. Com a aquisição pela Serasa Experian, em 2024, vem ampliando seu impacto e impulsionando a transformação digital do setor segurador, com foco em aumentar a base de segurados no Brasil.



