
Três homens são indiciados por homicídio de empresário em Alpercata
Por ASCOM-PCMG 21/10/2026 10h29
Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa terça-feira (20/10), a investigação que apurou o homicídio de um empresário, de 54 anos, encontrado morto, em 15 de junho deste ano, dentro de sua caminhonete incendiada, em uma estrada rural de Alpercata, no Vale do Rio Doce. Três homens, de 28, 41 e 60 anos, foram indiciados pelo crime.
Segundo a investigação, conduzida pela equipe que apura crimes contra a vida em Governador Valadares, a vítima, que atuava nos setores de construção civil e pavimentação, foi atraída por uma ligação feita de uma linha telefônica habilitada no mesmo dia, sob o pretexto de um orçamento para uma obra. Ao chegar a um local isolado próximo à BR-116, foi atingida por disparo de arma de fogo dentro do veículo, que foi incendiado com ela ainda viva, conforme constatado pela perícia criminal.
Motivação
De acordo com as apurações, o crime está vinculado a um litígio comercial de alto valor entre a vítima e um empresário de 60 anos, residente no Rio de Janeiro e proprietário de um empreendimento de lazer em Alpercata, envolvendo a execução de uma obra e a locação de máquinas. O homem foi apontado como mandante do homicídio.
Já o investigado de 41 anos, sócio do empresário e proprietário do veículo utilizado para transportar os executores até a região, foi indiciado como um dos executores. O terceiro indiciado, de 28 anos, gerente do empreendimento, teria adquirido o telefone usado para atrair a vítima, indicado o local do crime e transportado parte dos executores. Ele está preso preventivamente desde 19 de setembro.
“Foi um crime planejado com antecedência, com executores trazidos de outro estado e uma emboscada montada por telefone. A vítima saiu do escritório acreditando que ia fazer um orçamento e foi morta dentro do próprio carro, que foi incendiado com ela ainda com vida”, destacou o delegado Ciro Trindade Roldão de Carvalho, responsável pela investigação.
O delegado acrescentou que os três investigados foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de fogo e meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Foragidos
A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados residentes no Rio de Janeiro. Em 9 de outubro, com apoio da Polícia Civil daquele estado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços em Nilópolis, mas eles não foram localizados e são considerados foragidos.
“Os dois deixaram seus endereços antes do cumprimento dos mandados. A investigação não termina com o relatório: seguimos trabalhando, em conjunto com a Polícia Civil do Estado Rio de Janeiro, para prendê-los e identificar os outros dois executores que estiveram em Alpercata naqueles dias. Qualquer informação sobre o paradeiro deles pode ser decisiva e será tratada com sigilo”, completou o delegado.
Informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas, com garantia de anonimato, ao Disque Denúncia Unificado, pelo telefone 181, ou diretamente à equipe de investigação de homicídios em Governador Valadares, pelo telefone (33) 3213-4777.

