CRISE NO SAMU DO MÉDIO PIRACICABA GERA ALERTA E REFORÇA CONFIANÇA DA POPULAÇÃO NOS GRUPOS VOLUNTÁRIOS DE RESGATE
A saúde financeira do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na região do Médio Piracicaba tornou-se o centro de um debate preocupante na Câmara Municipal de João Monlevade nesta quarta-feira, dia 22. Durante a sessão, parlamentares expuseram o déficit enfrentado pela instituição, que opera sob a gestão do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde dos Serviços de Urgência e Emergência (Cisurg-MP).
A discussão revelou que, apesar de o Samu ter sido inaugurado há pouco tempo, o serviço já enfrenta graves dificuldades orçamentárias devido à falta de compromisso de diversos municípios integrantes, que não estão honrando com os repasses estipulados de um real por habitante. Enquanto João Monlevade mantém suas obrigações em dia, a ausência de recursos dos demais parceiros compromete o custeio mensal e tem gerado salários atrasados para médicos que atuam na rede.
A situação de inadimplência gera um temor coletivo sobre a continuidade e a qualidade do atendimento prestado aos cidadãos, especialmente diante do risco de evasão de profissionais da área da saúde e da possível redução de equipes nas ambulâncias.
Em meio a esse cenário de instabilidade administrativa e incertezas sobre o futuro do serviço público de urgência, a população do Médio Piracicaba volta seus olhos com ainda mais confiança para o trabalho desempenhado pelos grupos de socorro voluntário.
Instituições como o Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) e os Bombeiros Voluntários possuem um histórico consolidado de décadas, sendo vistos pelos moradores como um alicerce seguro e indispensável em momentos de emergência.
Durante os discursos no Legislativo, vereadores destacaram a economia e a eficiência histórica proporcionadas pelo Sevor, que atua na região há 27 anos, suprindo demandas críticas com dedicação que conquista o respeito e a credibilidade da comunidade. A comparação entre o desgaste enfrentado pelo Samu regional e a solidez dos grupos voluntários evidenciou que, enquanto o consórcio busca soluções para o seu desequilíbrio financeiro e tenta sanar pendências com trabalhadores e fornecedores, o trabalho voluntário permanece como uma referência de prontidão e assistência direta ao cidadão.
A expectativa dos parlamentares é que uma articulação urgente com os municípios inadimplentes e com o consórcio seja realizada para evitar a desassistência, enquanto a população reafirma que, nos momentos de maior necessidade, conta com a retaguarda daqueles que dedicam suas vidas ao resgate voluntário. Até o momento, a secretaria executiva do Cisurg-MP, responsável pela gestão do Samu regional, não prestou esclarecimentos sobre a situação financeira ou sobre as medidas que serão adotadas para regularizar os pagamentos.

